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Passatempo " Imitação Mortal" de J.D Robb - Edições Saída de Emergência/ Edições Chá das Cinco

Boa tarde Novelitos!


Hoje trago-vos uma surpresa!!

Tenho para oferecer a um dos nossos seguidores, em parceria com as Edições Saída de Emergência/ Edições Chá das Cinco , um exemplar do livro " Imitação Mortal" de J.D.Robb.





Sinopse


Num jogo letal de gato e rato, Eve Dallas irá enfrentar um admirador de um dos mais infames assassinos de todos os tempos… 

Um homem de capa e cartola aproxima-se de uma prostituta numa viela escura de Nova Iorque. Minutos depois, ela surge morta. No cenário do crime, um bilhete é endereçado à Tenente Eve Dallas, convidando-a a juntar-se a um jogo que irá revelar a identidade do criminoso. A carta contém apenas a assinatura de “Jack”.
Dallas é forçada a ir em perseguição de um assassino que sabe tanto de serial-killers quanto ela, um homem que estudou alguns dos homicídios mais infames de sempre. E não só é um especialista como quer deixar a sua própria marca.
Ele já escolheu a sua próxima vítima: Eve Dallas. E a única coisa que ela sabe é que o assassino planeia imitar o mais famoso assassino de sempre: Jack, o Estripador.


Regras e dicas do passatempo:
 - É obrigatório ser seguidor do blogue;
- É obrigatório gostar das páginas do blogue e da editora;
- Podem participar 1 vez por dia desde que façam uma nova partilha;
- Os autores, parceiros e blogue não se responsabilizam por eventuais extravios do prémio;
- Podem participar pessoas de Portugal Continental e das ilhas;
- O sorteio será efectuado através do Rafflecopter, o vencedor será contactado em seguida e terá 3 dias para responder ao email, caso não o faça, o prémio será atribuído a um novo vencedor;
- O passatempo começa hoje e termina no dia 18 de julho pelas 12 horas

Boa sorte a todos!!!

Opinião - "Nimona" de Noelle Stevenson - Edições Saída de Emergência



Sinopse

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam. Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir… NEMÉSIS! DRAGÕES! CIÊNCIA! VENHA CONHECER NIMONA!


Opinião

Considero-me uma leitora versátil e que tenta, pelo menos, ler um pouco de tudo com o intuito de fazer crescer o meu espírito crítico e o espólio/tipologia de livro que conheço, assim sendo, graphic novels não podiam, de todo, ficar de fora das minhas leituras.
Nimona tem feito imenso sucesso lá fora e depois de tantas recomendações já tinha pensado adquirir um exemplar em inglês, no entanto, com as novidades a surgir e com a possibilidade de ter na estante a tradução em português, acabei por esperar mais uns meses para a poder ler.
Hoje, entendo todo o burburinho que Noelle Stevenson provocou, Nimona, não é nada do que se está à espera e muito menos tão linear quanto a sinopse a faz parecer.
Comecei com as expectativas altas e felizmente não me desiludi. A edição está muito fiel à original, mas confesso que tive alguma dificuldade em conseguir ler sem me encandear. Sou uma leitora noctívaga, por isso, acabo por ler imensas vezes à luz do candeeiro e o facto do papel ser tão lustrado acabou por me dificultar em parte a tarefa porque a luz ao embater na folha ficava brilhante e confesso que foram precisas capacidades acrobáticas para encontrar posição que permitisse ler sem me encadear. Entendo que a composição tenha de ser esta, mas para quem lê com luz direta de alguma fonte luminosa vai ter algumas dificuldades.
Relativamente ao desenho, achei que estas ilustrações, apesar de simples, criam entre si uma dinâmica bastante interessante. De vinheta para vinheta existe uma noção de movimento que o leitor vai seguindo apenas com o olhar e vai transformando as imagens em autênticos episódios de desenhos animados em 3D. Noelle Stevenson ponderou muito bem na dinâmica que quis conferir à sua história e às suas ilustrações, acabando por transforma uma simples graphic novel num autêntico filme/série que poderia estar a ser exibida na televisão. Achei que a paleta de cores se foi associando e misturando não só com o mundo criado pela autora, mas também com as várias partes da história, isto é, todos os momentos da história estavam representados com uma paleta de cores diferente, o que por sua vez desperta no leitor sensações que serão iguais ou parecidas com as das personagens que estão envolvidas na narrativa.
Creio que a maior surpresa para cada leitor será a exploração e conhecimento das personagens principais do livro.
 Nimona quer muito ser o braço direito de um grande vilão, quer tanto consegui-lo que acaba por quase o obrigar a aceitá-la. Achei esta personagem simplesmente deliciosa, não há um momento em que consigamos desprendermos-nos dela, além das capacidades metamórficas que são uma dádiva que ela tenta não explicar como conseguiu, ela tem a capacidade de tirar a paciência a um santo. Completamente efusiva, divertida, mete-se em todas as confusões possíveis e imaginária para salvar o seu mestre, sempre com a necessidade de matar pessoas porque afinal, é uma aspirante a vilã e bater nos inimigos não lhe é tão prazeroso como matá-los. Confesso que me rir imenso com as respostas dela, principalmente aquelas que deixavam Lorde Ballister Coração Negro com a cabeça completamente em água ou sem saber se havia de ficar feliz por ter alguém tão devoto ao lado ou com medo das capacidades desconhecidas que a sua aprendiz/sidekick tem.
Lorde Ballister Coração Negro é uma personagem complexa, metódica e com um sentido de justiça incomum nos vilões das histórias. Sinceramente acabei o livro a pensar quem seriam os verdadeiros vilões e categorizei a mastermind deste livro como Anti-Herói (quem ler, irá compreender), havia ali qualquer coisa que o impedia de ser completamente um vilão desprezível que vivia para destruir a paz e no final percebe-se como se passa de potencial herói a vilão por causa de um acontecimento que destrói completamente os vínculos e os sonhos que ficaram por permanecer e concretizar.
Sir Ambrosius Virilha Dourada, não consigo escrever ou pronunciar este nome sem me rir e se este fosse o vilão eu não o conseguiria levar a sério em nenhum dos seus crimes ou maldades, trata-se do herói da organização que governa o povo das terras onde decorre a ação, como seria de esperar é o ser mais bélico e perfeito, com o seu longo cabelo loiro, a sua armadura reluzente de cavaleiro andante e o seu exército de soldadinhos, no entanto, encerra em si uma grande amargura que precisa de ser libertada e talvez por isso não consiga esquecer uma amizade destruída por influências externas. 
Apesar de ter gostado imenso das interações das personagens e da história que vamos vendo a ser construída de capítulo a capítulo, senti que o final não me satisfez, Faltou algo para que eu gostasse daquela conclusão, achei que de certa forma foi acelerado pelo seu conteúdo, não houve exploração real do que nos foi apresentado e isso deixou-me um pouco zangada, talvez porque esperava que não houvesse um salto temporal que acabasse numa situação que não foi totalmente explicada pela autora.
Nesta graphic novel nada é o que parece e tudo se mistura num vertiginosa história de fantasia que vai buscar as grandes paixões de quem adora este género de livro e as mistura todas numa única história, o que acaba por torná-la universal, quase como um produto que foi desenhado para agradar a vários públicos e se vai transformando (tal como a Nimona) a cada virar de página.
 Espero que dêem uma oportunidade a esta obra de arte e que ela vos faça crescer de alguma forma porque afinal, às vezes também precisamos de uma pequena criatura metediça para conseguirmos ver que no fundo até podemos ser mais do que aquilo que esperam de nós.
Deixo-vos aqui um gif que encontrei que é uma pequena representação de uma das partes iniciais e mais icónicas de toda a graphic novel" Não sou uma miúda, sou um TUBARÃO! RAWRR".









Opinião - "A filha das estrelas" de Nora Roberts- Edições Chá das Cinco - Saída de Emergência




Sinopse

A bela e talentosa Emma vive num mundo de luxo e privilégio. Mas está prestes a descobrir que a fama não a pode proteger quando alguém deseja a sua morte. Salva de uma infância infeliz pelo pai, uma estrela pop em ascensão, a jovem cresce rodeada de amor, imersa no mundo da música, e com uma forte ligação à madrasta e ao irmão mais novo. Mas quando tudo parecia perfeito, dá-se a tragédia: o irmão morre numa tentativa de rapto. Após anos de dor e culpa, e de ser perseguida pela imprensa, Emma começa a sentir-se capaz de finalmente largar o passado. Determinada e confiante, atreve-se a começar uma carreira e até a apaixonar-se. Mas o homem com quem pretende casar-se não é quem parece. E o que fazer quando os segredos negros que esconde na sua mente são segredos que alguém está disposto a tudo para que não vejam a luz do dia?


Opinião

Nora Roberts é uma autora com a qual eu tenho uma relação de amor-ódio pura, tanto há livros que eu não suporto como há outros que eu vou mantendo na minha estante e até no meu top de favoritos, "Filha das estrelas" entrou diretamente para o meu top assim que o terminei.
Adoro esta nova imagem que a Edições Chá das Cinco tem impresso nos livros que vai lançando recentemente da autora, acho que tem captado o olhar de mais leitores, talvez pela beleza das capas alguns leitores tenham decidido dar oportunidade a esta senhora da literatura internacional. Confesso que não acho que esta capa se enquadre na história que li, no entanto, não posso deixar de dizer que tanto a capa como a contracapa são maravilhosas e a lombada fica muito bem na estante dando-lhe um ar de leveza conferido pela existência de várias borboletas ao longo da mesma.
"Filha das estrelas" vem trazer-nos uma das facetas mais conhecidas e melhor exploradas pela autora, uma drama familiar que se vai transformando aos poucos num romance com uma pitada de thriller o que, a meu ver, confere à narrativa uma certa versatilidade que vai sendo apresentada e explorada ao máximo ao longo das páginas do livro.
O livro está dividido em duas partes: a infância conturbada de Emma e a agitação do seu presente. Esta divisão acaba por dar ao leitor uma visão periférica sobre a narrativa, isto é, através dela somos capazes de perceber melhor a protagonista e mais tarde o seu perseguidor o que acaba por ser um ponto positivo já recorrente da escrita de Nora Roberts.
A violência na infância tem um papel muito importante na construção da vida e personalidade de Emma, principalmente quando esta leva a que tenha de se mudar de casa da mãe para a casa do seu pai. A busca de um lugar seguro, os constantes sustos provocados por pesadelos ou traumas de infância acabaram por tornar o livro muito empático, acho que posso dizer que qualquer pessoa se poderá identificar com Emma e sentir uma certa solidariedade em relação ao que sente e à forma como reage a todas a situações em que é colocada. 
A minha personagem favorita é sem dúvida Johnno, o grande amigo do pai de Emma. Talvez por ser tão naturalmente boa pessoa ou tentar dar aquela imagem de durão quando sabemos perfeitamente que é o coração mais mole da banda e quem mais tenta zelar pelo bem estar de Emma.
A faceta vedeta da protagonista não me agradou muito, mas entendo a razão pela qual foi explorada, afinal era necessário haver uma ponte entre o despertar da fama de Emma e o início das ameaças a que esta está sujeita. 
A escrita da autora é fluída como já nos tem habituado, moderadamente descritiva e com recurso a pequenos pormenores que vão fazendo sempre parte do grande mistério final.
Estranhei a ausência do foco em romance habitual, até porque não se trata de um livro do seu pseudónimo de policiais (J.D.Robb), mas não penso que o livro tenha perdido nada com esta decisão, aliás, tornou-o mais interessante e muito mais aprofundado no que toca à construção e exploração das personagens.
Recheado de personagens fortes como uma história de vida a contar e um enredo um tanto ou quanto previsível, mas que apesar dessa pequena falha acaba por não só entreter mas deliciar os leitores.

Divulgação - Desassossego - Nova chancela do Grupo Saída de Emergência

O Grupo Saída de Emergência decidiu apresentar hoje a sua nova chancela " Desassossego" que se irá juntar às já conhecidas "Chá das cinco" e "Saída de Emergência".
Esta nova chancela irá debruçar-se sob a publicação de livros do género não-ficção de autores portugueses e estrangeiros.
Dentro desta nova chancela irá explorar temas e apresentar livros de várias categorias, nomeadamente:

  • História Divulgativa;
  • Ciência;
  • Política;
  • Psicologia;
  • Saúde;
  • Bem-Estar.

Os primeiros livros têm lançamento marcado para a Feira do Livro de Lisboa 2017 e deixo-vos em baixo os títulos:
  • "Os julgamentos que mudaram a História" de Ana Margarida de Carvalho ( prefácio de António Araújo);
  • " E Deus criou o Mundo" de Carlos Quevedo;
  • "O último dos Czares: Nicolau II e a Revolução Russa" de Robert Service;
  • "Mulheres fora da lei" de Anabela Natário

Esta chancela irá publicar cerca de 25 livros por ano sempre com a mesma qualidade a que os leitores se encontram habituados. Serão livros para pensar que levarão o leitor a debater, refletir e a repensar ideias já formadas sobre os temas abordados.




Opinião - Fangirl de Rainbow Rowell - Edições Chá das Cinco

Boa tarde Novelitos! Para terminar bem esta semana venho dar-vos a conhecer a minha opinião sobre o livro Fangirl!





Edição/reimpressão:2015
Páginas: 448
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897102097

Sinopse
Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?

Opinião

Quem já segue o blogue há algum tempo sabe que, apesar de ter adorado, tive alguns problemas com o livro Eleanor & Park, pela sua estrutura e pelo seu conteúdo e posso dizer-vos que Fangirl não lhe ficou muito atrás.
Ao longo da narrativa vamos conhecendo melhor as duas gémeas Cath e Wren que contrariamente ao que se pode esperar de um duo de gémeas que toda a vida partilhou os mesmos gostos, espaços e vida se transformam em dois indivíduos que interpretam o desenvolvimento pessoal de duas formas completamente diferentes. Se por um lado Cath quer que continuem a ser a sombra uma da outra e até partilhem o mesmo quarto na faculdade, Wren tem outros planos, esta pretende adquirir algumas noções de independência e afirmar-se dentro da universidade através das saídas e do conhecimento de novos ambientes e pessoas. Cath é introvertida e ao se ver confrontada com a ausência da sua melhor amiga e a companhia de uma colega de quarto que em nada tem a ver consigo ou com as pessoas com quem esperava ter de lidar começa a entrar numa espiral de emoções que nunca esperou sentir.
Cath e Wren partilham um guilty pleasure, o gosto pela série de livro de Simon Snow e , por terem crescido num mundo onde se valoriza em grande escala a fan-fiction, Cath encontra o seu refúgio em fóruns e no seu blogue que se torna a sua única porta para o mundo exterior. 
Dispensava claramente os excertos da série, no entanto, entendo que tendo em conta a personalidade de Cath e a bagagem da sua personalidade de certa forma a sua existência transporta-nos de capitulo em capitulo para o que possivelmente se irá passar com a protagonista, isto é, é como uma introdução para os obstáculos ou acontecimentos que poderão suceder ao virar da página.
Tenho a dizer-vos que adorei a Reagan, apesar de inicialmente me parecer tresloucada e um pouco irritante com o avançar da história percebi qual era a sua função e o porquê de ser uma personagem que causa um choque inicial tão forte em Cath (Leiam e compreenderão).
Não gostei tanto do Levi, achei-o exageradamente chato, e com isto quero dizer que me pareceu muito insistente, apesar de compreender que a Cath necessitava daquele empurrãozinho para sair da concha não consigo compreender porque é que o rapaz tinha de ser tão irritante e insistente.
Gostei imenso da Cath porque me identificaria com ela em alguns momentos da minha vida, a sua introversão e a sua necessidade de escrever para deixar que as outras pessoas notem a sua capacidade e consigam entrar na sua mente criativa fizeram-me pensar que se calhar também já fui assim, também precisei daquele empurrão e também me assustei quando entrei na Universidade e me deparei com um mundo completamente novo e em parte assustador.
A paixão pelos livros é outro ponto a favor desta narrativa, qualquer leitor que se preze vai rever-se nestas páginas e abraçar de corpo e alma esta narrativa young adult que tanto se pode aproximar do que em adultos ainda somos capazes de sentir e vivenciar. Quem não queria dar um rumo diferente a uma personagem? Que nunca pensou em continuar uma história que de certa forma lhe pareceu estupidamente inacabada? Quem nunca teve vontade que um livro/coleção não acabasse e desejou que o autor nunca deixasse que esse dia chegasse? 
Pois é, todos nós já passamos pela fase de descontentamento e pela fase de "tão bom que soube a pouco" e não é nada agradável.
Tenho de salientar que não gostei do romance, achei-o morno, demasiado forçado e ligeiramente aborrecido, parece-me que Fangirl nos quis dar outra lição que não a da menina acanhada que conhece o rapaz extrovertido, na minha opinião, tratou-se mais de uma viagem introspectiva de reconhecimento que através dos seus obstáculos e desafios mostrou a Cath que a vida é muito mais que quatro paredes, um computador e um local onde escrever. 
Em suma, gostei do livro, do enredo, mas retirava-lhe claramente o romance porque não acrescentou nada de interessante ao livro. 
Fangirl devia ser lido por aquelas pessoas que estão a mudar de vida, a perder o pé ou a sair da zona de conforto porque lhes mostrará que às vezes é nessa mesma incerteza que redescobrimos que além de nos podermos adaptar também podemos ser felizes fora da caixa.




Vencedora do passatempo "Uma praça em Antuérpia"

Boa tarde Novelitos!

Hoje venho trazer-vos a vencedora do livrinho que a Saída de Emergência gentilmente cedeu.


Tivemos 80 Participações válidas e a vencedora foi a participação nº 75

A menina que vai receber um exemplar do livro "Uma praça em Antuérpia" é....

Ana Sampaio

Muitos Parabéns à vencedora!! Entrarei em contacto com ela e tem 3 dias para me responder :)

Beijinhos e boas leituras!


Passatempo " Uma praça em Antuérpia" - Saída de Emergência

Bom dia novelitos :)

Como prometido deixo-vos aqui o passatempo que estou a promover juntamente com a Editora Saída de Emergência.
Temos para vos oferecer um exemplar do livro " Uma praça em Antuérpia"




Para se habilitarem a ganhar o livro " Uma praça em Antuérpia" preencham o formulário que se encontra neste post.
As respostas às perguntas encontram-se no excerto que a editora disponibiliza aos seus leitores, leiam com atenção o excerto aqui


Regras do passatempo:

- Ser seguidor do blogue via blogger e Facebook;
- Ser seguidor da página de Facebook da Saída de Emergência;
- Respostas erradas ou incompletas serão desqualificadas;
- Só são aceites participações de Portugal (continente e ilhas);
- Só é aceite uma participação por pessoa. Participações duplicadas serão desqualificadas sem aviso;

- A editora e o blogue não se responsabilizam por extravios dos CTT, moradas incorretas ou envios não reclamados;

- O passatempo começa dia 6 de Novembro e termina dia 26 de Novembro às 23 e 59h

Boa Sorte 

Opinião - Rainha Vermelha de Victoria Aveyard



Edição/reimpressão:2015
Páginas: 352
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896378486


Sinopse:

O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.

Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição numpalácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?


Opinião:

Em primeiro lugar quero dizer que estou completamente rendida a esta capa e engane-se quem acha que ela é simplesmente bonita, ao vivo, é fenomenal. Desta vez a Saída de Emergência acertou em cheio, trouxe-nos a capa original e acrescentou uns ligeiros reflexos no sangue que se encontra derramado pela tiara e algum relevo nas letras do título deste livro.
Relativamente à narrativa propriamente dita devo confessar que apesar deste género não ser, de todo, o meu favorito, acabei por me viciar completamente na escrita de Victoria Aveyard e na história que ela nos propôs ao longo destas páginas.
Gostaria então de começar por referir que esta autora teve a capacidade de pegar em seres sobrenaturais, que estamos habituados a ver em livros do género, e mascará-los sobre a forma de altas casas, cada uma com a sua habilidade, atribuindo-lhes as suas características e homogeneizando o carácter místico com o ser humano aguçando assim o interesse daqueles que se perdem nas estórias destes seres mágicos.
Relativamente às personagens, tenho a dizer que algumas podem de certa forma tentar ludibriar o leitor, no entanto, para mim sempre foram claras as suas intenções, como tal, acabei por criar desde cedo empatias e "ódios" para com as personagens, o que me aliciou bastante porque me fez torcer para que as coisas se desenrolassem da forma mais correta. Victoria Aveyard apresenta-nos personagens bastante fortes, com personalidades bem vinculadas e com lutas interiores que quase as obrigam a abdicar da sua própria essência e, por isso, o leitor é quase obrigado a fazer julgamentos sobre as suas atitudes e mutações que se vão verificando ao longo da narrativa.
A escrita é fluída e extremamente viciante, chegamos ao ponto de ler o livro a um ritmo alucinante porque temos medo de perder um acontecimento ou outro, afinal esta autora quase não deixa espaço para o leitor respirar, pousar o livro e recomeçar no dia seguinte. Os compassos de espera entre acontecimentos são reduzidos e raramente temos a narrativa parada em momentos que causam algum desconforto ou aborrecimento ao leitor.
Tenho ainda a apontar que a única parte que me pareceu mais aborrecida foi a aprendizagem das casas (nomes) e as cores de cada uma delas, ao apresentar tudo de seguida acabamos por nos perder no meio de tanta informação, no entanto, as notas de rodapé deixadas pela tradução acabam por nos ajudar a localizar a casa, a cor e a habilidade de cada um dos seus habitantes.
Para terminar, gostaria ainda de dizer que não há melhor frase para descrever este livro do que a que nos é apresentada na capa " O poder é um jogo perigoso" porque ao longo de toda a narrativa somos confrontados com o abuso de poder, a sede de poder e a necessidade de liberdade.
Estou ansiosa que chegue cá o 2º volume, mal posso esperar para saber como vão crescer as personagens e como se irá desenrolar a história a partir da sua paragem no final do primeiro livro.
Rainha Vermelha é um livro para os amantes de fantasia que não se deixam intimidar pelas construções hierárquicas e que se permitem deliciar e aliciar pelo desejo de alcançar um mundo melhor. 

Opinião - "Onde o desejo se esconde" de Nora Roberts

Boa Tarde Novelitos :p

Depois de uma pequena ausência de opiniões, venho dizer-vos o que achei deste livrinho :)




Edição/reimpressão:2015
Páginas: 288
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897101694


Sinopse
Amor, crime e luxúria combinam-se num romance misterioso perfumado de flores de cerejeira.
Depois de uma digressão esgotante para promover o seu novo livro, a célebre romancista de policiais Grace McCabe decide visitar a sua irmã, Kathleen, que se encontra angustiada com um divórcio litigioso. Ao chegar a Washington, Grace fica chocada ao ver que a irmã vive num bairro miserável e, para poder pagar um bom advogado, complementa o magro salário de professora trabalhando à noite como telefonista erótica.
De acordo com Kathleen, a Fantasy Inc. garante anonimato absoluto às suas empregadas. Mas Grace tem as suas dúvidas, que são confirmadas quando uma das telefonistas é assassinada numa noite perfumada de flores de cerejeira. À medida que Grace se envolve para ajudar a resolver o crime, a sua vida transforma-se no enredo de um dos seus livros.
Ed Jackson, o detetive responsável pelo caso e fã incondicional dos seus livros, avisa-a: isto não é ficção, estão a morrer pessoas e Grace pode ser a próxima vítima. Mas ela está decidida a apanhar aquele assassino muito mais perverso do que os que criou no papel. E nem Ed poderá protegê-la de um encontro com a luxúria e a morte.
Sobre a autora:

Nora Roberts é considerada um verdadeiro fenómeno editorial. Desde o dia em que começou a escrever histórias a lápis, o sucesso nunca mais a largou. Muitos dos seus mais de 150 livros foram já adaptados ao cinema e estão traduzidos em cerca de 26 idiomas. 
Com mais de 250 milhões de cópias dos seus livros impressas e mais de 100 livros na lista do New York Times até à data, Nora Roberts é indiscutivelmente a escritora de ficção feminina mais célebre e amada dos dias de hoje.
Opinião:
Escrever sobre o trabalho de Nora Roberts é sempre um desafio gigantesco, afinal estamos perante uma das maiores romancistas dos nossos tempos e, sendo eu apenas uma recente leitora das suas obras torna-se ligeiramente complicado expor por palavras aquilo que esta senhora me transmite ao longo das suas narrativas.

Gostaria de começar por dizer que a estética ligada ao grafismo da composição do livro e da sua capa me agradou bastante, adorei os tons utilizados e a mistura imagética e padronal que a editora escolheu.

Ao longo de toda a narrativa somos confrontados com problemas aos quais nem sempre damos o devido valor, como por exemplo, a entrada de um estranho na vida de uma personagem que a pode prejudicar por não compreende que aquilo que lhe foi oferecido não é mais que uma simples fantasia.
As personagens são apresentadas, como sempre, com personalidades fortes e uma ligeira transparência que permite ao leitor compreendê-las e acabar por simpatizar com elas, mesmo que por vezes possam ser irritantes e com uma ligeira tendência a ser demasiado indecisas.
A autora continua a presentear os seus leitores com bons mistérios, carregados de energia, momentos de tensão e de puro divertimento que, aliados à sua escrita fluída e ritmada fazem com que o leitor não consiga pousar o livro até levantar todo o pano da narrativa.
"Onde o desejo se esconde" é um livro para se ler num fôlego e ficar a ansiar pelo próximo para voltar a respirar.


Banda sonora da leitura:





Opinião - O Inferno de Gabriel de Sylvain Reynard

Boa Tarde Novelitos :)

Estou em fase de actualizações portanto achei por bem deixar mais uma opinião por cá :)



Tão erótico e provocante como As Cinquenta Sombras de Grey. Mas bem escrito.
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 512
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374853

Sinopse
O enigmático e sedutor professor Gabriel Emerson é um reputado especialista na obra de Dante. Mas à noite dedica-se a uma vida de prazer sem limites, não hesitando em usar a sua beleza de cortar a respiração para manipular as mulheres a satisfazerem cada capricho seu.
Talvez por isso se sinta torturado pelo passado e consumido pela crença de que está para lá de qualquer salvação.
Quando a jovem Julia Mitchell se inscreve como sua aluna de pós-graduação, Gabriel não consegue ficar indiferente. Ela é linda, deliciosamente inocente, um diamante em bruto para ele polir. Sempre que Julia se apercebe do olhar de predador dele, espera sentir receio, mas o que verdadeiramente sente é uma estranha luxúria que a assusta. Desejando desesperadamente possuí-la, Gabriel põe em perigo não só a sua carreira, como ameaça desenterrar segredos de um passado que preferia manter oculto.
Uma história inebriante sobre amor proibido, luxúria e redenção, O Inferno de Gabriel retrata a jornada de um homem que procura escapar do seu próprio inferno pessoal enquanto tenta conquistar o impossível: perdão e amor.
Sobre o autor
Sylvain Reynard

Sylvain Reynard interessa-se pelo modo como a literatura pode ajudar a explorar os aspetos da condição humana – o sofrimento, o sexo, o amor, a fé e a redenção. As suas histórias favoritas são aquelas cujas personagens fazem um caminho, seja físico seja espiritual, onde descobrem novos aspetos sobre si próprias. O modo como a arte, a arquitetura e a música podem ser usados para contar uma história ou para iluminar os traços de uma personagem também são foco da sua atenção.
Sylvain Reynard costuma usar o seu estatuto para divulgar algumas instituições de caridade como a Now I Lay Me Down To Sleep Foundation, WorldVision, Alex’s Lemonade Stand e Covenant House. Em 2011 foi semifinalista para Melhor Autor do Goodreads Choice Awards e, com o seu romance, semifinalista para Best Romance.


Opinião

Em primeiro lugar quero salientar que, apesar de detestar autocolantes que não se conseguem remover porque estão impressos na capa e cuja finalidade é chamar a atenção do leitor através da comparação ou referência a outra obra literária, até concordo com o conteúdo deste autocolante. Apesar de haver a referência, mais uma vez, à obra "As cinquenta sombras de Grey", este livro realmente enche as medidas daqueles que estiveram à espera de um grande plot ao longo dos três livros da trilogia de E.L.James, não só pela sua compostura, mas também pelo conteúdo.
A capa em si é um enigma, não a consigo descrever de forma concreta, mas posso dizer que me transmite uma ideia de requinte ou luxúria e a paleta de cor utilizada transmite-me uma certa frieza, um sofá vazio adornado e apresentando num ambiente de cores frias certamente será sinónimo de uma existência glacial, solitária ou vazia, o que parecendo que não se vai enquadrar perfeitamente em algumas situações ou características da personagem masculina principal.
Gabriel Emerson é um conceituado investigador doutorado na obra de Dante e faz questão de o relembrar em cada uma das suas aulas ao partilhar com os seus alunos as suas teorias e interpretações pouco convencionais dos excertos e obras de Dante.
Julia por outro lado é uma jovem frágil e extremamente adorável que vem à procura de um escape da sua vida quotidiana e de uma oportunidade para conseguir a pós-graduação que tanto ambiciona.
O encontro entre estes dois personagens é extremamente estranho, a mistura de emoções e a confusão instaurada na mente de Julia deixa o leitor desconfiado, acabando por criar na sua leitura uma necessidade de tentar perceber porque é que aquela sensação de conhecimento/lembrança se torna tão inebriante para a personagem.
Gabriel permanece à margem, alheio a qualquer recordação que lhe cause qualquer mossa na sua personalidade frívola e calculista de quem está habituado a ter controlo sobre a sua vida e as suas emoções e a nem se preocupar com o caos que cria numa sala ou no simples coração de uma rapariga.
O desenrolar do romance é simplesmente elaborado de forma inteligente, tímida e à medida que se vai tornando inevitável a atracção e a o afloramento de sentimentos e recordações vai adquirindo o tal carácter explosivo com que esperamos ser presenteados quando há o derreter de um glaciar cuidadosamente formado.
Sylvain Reynard é um autor de mão cheia, conhecedor de conceitos e curiosidades que nunca pensamos encontrar num livro catalogado como "livro sensual ou erótico", a sua capacidade de interpretação, pesquisa e exposição são completamente soberbas. Todas as obras, excertos estão cuidadosamente enredados e entrelaçado na história de amor dos personagens principais e a alusão à obra "A Divina Comédia" de Dante é tão deliciosa que acaba por dar ao leitor mais do que ele alguma vez podia ser possível receber dentro do género.
Gostei imenso deste livro, da escrita detalhada, da personagem retorcida e metamórfica que o professor Emerson consegue ser, mas acima de tudo gostei de ter tido a oportunidade de receber uma análise pessoal e tão bem escrita de pequenos excertos de uma obra que em tempos me perdi a conhecer.

Para finalizar cá fica a faixa que me acompanhou, que já leu o livro talvez perceba porque a escolhi como banda sonora :)




Espero que tenham gostado e venham cá contar novidades ;)

Divulgação #1

Boa Tarde Novelitos :)

Hoje trago-vos um post de divulgação para vos dar a conhecer um livrinho da Saída de Emergência, lançado no dia 18 do mês passado. 
Confesso que a principio não me chamou a atenção, mas ao ler a sinopse e algumas das opiniões que já por aí andam a proliferar o nosso universo da blogoesfera, comecei a criar um bichinho e a vontade de lê-lo apareceu, vamos ver se por entre os meus emaranhados não o encontro e o devoro, até lá deixo-vos aqui algumas das características do livro. 


O que é a culpa? 

No norte da Islândia em 1829, Agnes Magnúsdottir é condenada à morte por ter assassinado brutalmente dois homens. Enquanto se preparam os últimos preparativos judiciais para a sua execução, Agnes é enviada para a quinta do Oficial Distrital Jón Jónsson, onde também residem a sua mulher e as duas filhas. Horrorizados por serem impelidos a receberem uma mulher acusada de homicídio, a família evita Agnes. Apesar disso, Agnes não se encontra totalmente só. Tóti, o assistente do reverendo, designado para conduzir espiritualmente Agnes nesta sua última travessia, compadece-se dela, tentando resgatar a sua alma. Enquanto os meses estivais definham para o inverno rigoroso e as tarefas da vida rural e doméstica se sucedem tarefas domésticas, obrigando todos a conviverem e coabitarem mais proximamente uns dos outros, a história de traição e sangue que persegue Agnes oferece outra versão… e à medida que se aproximam os seus últimos dias, a pergunta arde na garganta de todos: Agnes é culpada ou não? Baseado e inspirado numa história real, Últimos Ritos é um romance profundamente comovedor sobre a liberdade pessoal e a veracidade das histórias que trazemos connosco: como somos vistos pelos outros ou como acreditamos que somos? De que maneiras arriscamos tudo por amor? Numa prosa bela e límpida, Hannah Kent retrata a paisagem islandesa em todo o seu esplendor, revelando o fogo sob o gelo glaciar, em que cada dia é uma batalha pela sobrevivência. E é neste livro que se pergunta: como pode alguém sobreviver e acreditar nas letras do seu próprio nome, quando a sua vida depende das histórias contadas pelos outros?

Críticas

"Eis uma voz original e nova, com um profundo e encantador sentido linguístico e de narrativa. O primeiro romance de Hannah Kent, Últimos Ritos, é uma verdadeira pedra preciosa, com a sua prosa tão resistente e cintilante como a paisagem escandinava."

– Geraldine Brooks, Vencedora do Prémio Pulitzer
 
Prémios e Menções
Prémios:
Abia Literary Fiction Book Of The Year 2014
Davitt Awards Best Debut Novel 2014
Davitt Awards Reader's Choice 2014
Aba Nielsen Bookdata Bookseller's Choice Award 2014
Booktopia People's Choice Award 2014
Faw Christina Stead Award 2013
Indie Awards Debut Fiction De Year 2014
Victorian Premier’s Literary Award People’s Choice Award 2014
Smh Best Young Australian Novelist 2014
Candidato:
The Voss Literary Prize 2014
National Book Awards International Author Of The Year 2014
The Stella Prize 2014
The Baileys Women’s Prize Of Fiction 2014
The Victorian Premier’s Prize Of Fiction 2014
The Als Gold Medal 2014
The Guardian First Book Award 2013
The Nib Waverley Award Of Literature 2013
A autora:
Hannah Kent nasceu em Adelaide, Austrália, em 1985. Em jovem viajou até à Islândia num intercâmbio do Rotary Club, onde primeiro conheceu a história de Agnes Magnúsdóttir. Hannah é a co-fundadora e editora do jornal literário australiano Kill Your Darlings, e encontra-se a completar o doutoramento na Flinders University. Em 2011 ganhou o primeiro Escrever a Austrália – Melhor Manuscrito Não Publicado (Writing Australia Unpublished Manuscript Award).Últimos Ritos é o seu primeiro romance.

Além destas características editoriais e literárias e da pequena biografia da autora,deixo-vos ainda um vídeo onde poderão encontrar um pequeno fragmento desde livro carregado de emoção, dor e culpa.
Espero que gostem, leiam e depois passem por cá para me deixar a vossa opinião :)


Para mais informações sobre o livro ou a autora, visitem o site da editora: www.saidadeemergencia.com

Opinião- Highlander para Além das Brumas de Karen Marie Moning

Agora que tenho algum tempo livre, vou começar a actualizar as opiniões e hoje deixo-vos com este livro:


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374075

Sinopse
Um Laird fascinante
Ele era conhecido por todo o reino como Açor, lendário predador de campos de batalha e alcovas. Não havia mulher capaz de recusar o seu toque, mas mulher alguma lhe fizera jamais estremecer o coração — até uma vingativa fada trazer Adrienne de Simone, aos trambolhões, da Seattle dos tempos atuais para a Escócia medieval. Cativa num século que não era o seu, ousada até mais não, sem papas na língua, ela era um desafio irresistível para o conquistador do século XVI. Coagida a casar-se com Açor, Adrienne jurou mantê-lo à distância — mas a sua doce sedução devastou tal resolução. 

Uma prisioneira no tempo 
Ela tinha um perfeito "não" nos seus perfeitos lábios para o famigerado laird, mas Açor jurou que ela haveria de sussurrar o seu nome com desejo, implorando a paixão que ele ansiava por inflamar dentro dela. Nem mesmo as barreiras do tempo e do espaço o deteriam na conquista do seu amor. Apesar da sua incerteza quanto a seguir os impulsos do seu coração apaixonado, as reservas de Adrienne não igualavam a determinação de Açor em mantê-la ao seu lado…
Sobre a autora:

Karen Marie Moning nasceu em Cincinnati, Ohio, uma de quatro crianças. Graduou-se pela Universidade de Purdue com um Bacherlato em Lei e Sociedade. Depois de uma década a trabalhar no ramo da advocacia, ela deixou o seu trabalho para perseguir o sonho de ter uma carreira como escritora. Quatro manuscritos e inúmeros trabalhos em part-time mais tarde, O Beijo do Highlander foi publicado e nomeado para os prestigiados prémios RITA. As suas histórias já foram publicadas no The New York Times, USA Today e apareceram nas listas de bestseller do Publisher´s Weekly.Karen conheceu o seu marido Neil numa viagem à Giorgia, de visita ao seu agente. Ele partilha com ela o seu amor por livros e colecciona primeiras-edições de livros de capa dura. Casaram-se em 2005 e agora partilham prateleiras de livros e uma vista de cortar a respiração na sua nova casa, nas montanhas de Blue Ridge.O dia de escrita ideal para Karen começa às 4:30 da manha "quando tudo está tão calmo que quase acredito ser a única pessoa no mundo". Ela faz uma pausa de algumas horas para almoço e depois edita o que escreve durante a tarde. Quando lhe perguntamos sobre conselhos para aspirantes a escritores ela acrescenta à famosa frase: trabalha como se não precisasses de dinheiro, ama como se nunca tivesses sido magoado, e dança como se não estivesse ninguém a ver - "escreve como se não houvesse críticos".
Opinião:
Karen Marie Moning foi uma feliz descoberta entre as estantes despidas de uma das bibliotecas da minha cidade. Fui lá à procura de algo que me despertasse o gosto pela leitura, mesmo estando em pleno final de semestre e no último ano da Licenciatura. Admito que foi difícil sair da ressaca literária em que me encontrava e, num acto de desespero lancei-me pelos corredores da biblioteca e felizmente tropecei (acreditem, tropecei num daqueles carrinhos que os bibliotecários usam para transportar e arrumar os livros que foram devolvidos após requisição) no primeiro livro da Série Highlander desta autora.
Nunca na vida me tinha passado pela cabeça ler sobre Highlanders, sendo sincera nem sequer sabia o que diabo eram highlanders, quer dizer, toda a gente viu o "Braveheart" com o Mel Gibson, mas ninguém se lembrou de pesquisar o que diabo seria um highlander porque no fundo preferimos chamar-lhes escoceses, é mais fácil e a língua enrola menos.
Antes de falar da narrativa e das personagens quero, e muito, falar-vos desta capa. Achei uma jogada muito inteligente a colocação do modelo em grande plano com uma pequena torre/fortaleza reflectida na água como plano de fundo porque, a meu ver, está em perfeita sintonia com a sinopse na medida em que dá a sensação de que estamos a viajar no tempo. Passo a explicar esta minha interpretação: se olharmos para a capa com atenção vemos aquela neblina sob uma superfície aquosa o que, pelo menos a mim, dá a sensação de transgressão espacial, ou seja, parece que o modelo nos vem buscar ao nosso tempo para recuarmos uns quantos anos e termos a oportunidade de viver no mundo dele, no tempo dele, sei que parece estranho, mas pessoalmente a capa remete-me para isto.

A história em si, não é o tipo de história que surpreende constantemente, no entanto, é uma narrativa muito levezinha e divertida que me fez desatar a rir ou a chorar em três tempos porque no fundo é a sua função, entreter o leitor enquanto este se delicia ao folhear.

Podia apontar inúmeros pontos fortes a este livro, desde a escrita da autora que simplesmente encanta a cada palavra até à personalidade forte de algumas das personagens que felizmente nos acompanham ao longo da série.
Sendo o primeiro de uma série, tinha uma grande carga sobre os ombros, sei que podemos ler estes livros por qualquer ordem, no entanto, é preferível começar pelo primeiro porque se passarmos directamente para o segundo vamos encontrar lacunas que facilmente teriam sido ultrapassadas se lêssemos o primeiro, penso que este livro é completo na medida em que faz o que lhe é proposto, introduz, seduz e faz ansiar por mais.

Ao longo de toda a narrativa vão-nos sendo apresentadas personagens que facilmente podem ser amadas ou odiadas em diferentes momentos desta. De um lado temos Açor, o típico macho dominante e lorde do clã que todos adoram e respeitam e a quem as mulheres são incapazes de resistir, do outro temos  Adrienne que é a típica mulher presente destemida, de nariz empinado e nada dependente do sexo masculino, escusado será dizer que torná-la prisioneira num tempo que não é o seu, sob os comandos de um homem que não está habituado a ouvir "não" será a receita para um desastre que tem tanto de catastrófico como de hilariante.
As personagens secundárias são bem mascaradas ao longo da trama e o vilão, ou pseudo vilão endiabrado, consegue fazer-nos ter vontade de ir lá e puxar-lhe uma daquelas orelhas, mas como não o podemos fazer ficamos a roer as unhas até que o desenlace aconteça, esperando sempre que se vá desenrolar pelo melhor dos caminhos.

Em suma, fico feliz pelo trambolhão que dei com esta narrativa e espero que de alguma forma tenha conseguido aliciar-vos a tentar ou a dar uma segunda oportunidade a esta senhora, mas como sabem, sou suspeita, adoro highlanders e não pretendo desfazer-me deles tão cedo.

Como não podia deixar de ser, fica a banda sonora que me acompanhou. Escolhi esta música porque a nossa casa é onde o amor está independentemente da distância que nos separa, seja ela real ou temporal:


Opinião - A Cruz de Morrigan de Nora Roberts

Boa tarde :)

Antes de mais quero agradecer a todos que se decidiram juntar ao Novelito, espero que se sintam em casa e que (sem me baterem) aproveitem as minhas opiniões (positivas ou negativas) para continuarem a completar a vossa pegada literária :)
Por falar em opiniões, hoje venho surpreender algumas pessoas, sim, quem me conhece sabe perfeitamente que sou uma pessoa extremamente selectiva e, por isso, muitas vezes recuso-me ( imaginem, recuso-me a ler...que vergonha) a folhear livros de Literatura Fantástica, no entanto, desta vez (felizmente) decidi dar uma oportunidade a um livro do género e a uma autora que nunca tinha lido.
Sem mais demora, deixo-vos aqui as informações sobre o livro:



Numa guerra entre deuses e homens, talvez só o amor faça a diferença...
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 352
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897100253

Sinopse
Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo…

Irlanda, século XII. O feiticeiro Hoyt está destroçado pela perda do seu irmão gémeo, transformado num vampiro pela poderosa Lilith. A deusa Morrigan está determinada a enfrentar Lilith e avisa Hoyt de que chegará um dia em que se formará um círculo de seis, destinado a enfrentar Lilith e salvar a Humanidade. Hoyt usa os seus poderes para viajar à Nova Iorque dos dias de hoje onde descobre o seu irmão, um homem bem-sucedido mas frio e cínico, e pede-lhe auxílio na luta contra Lilith. Mas o círculo não está completo sem os poderes mágicos da artista Glenna Ward. Hoyt não confia na magia dela, mas ambos farão tudo para alcançar os seus objetivos. E ao enfrentarem legiões de inimigos, apercebem-se de que o amor que cresce entre ambos poderá aumentar as probabilidades de derrotarem Lilith…
Sobre a autora
Nora Roberts
Com mais de 200 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e cerca de 90 bestsellers na lista do New York Times, Nora Roberts foi a primeira autora a ser convidada para o Romance Writers of America Hall of Fame. Nascida em Silver Spring, Maryland, é a mais nova de cinco filhos e vive em Keedysville, onde continua a escrever.







Opinião

Nora Roberts era uma daquelas autoras que me fazia recuar e torcer o nariz cada vez que passava por uma capa onde constasse o seu nome, sinceramente não sei porquê, sempre achei que seria demasiado romântico ou complexo para me prender, nem imaginam quanto me arrependo de ter julgado a autora depois de ler o primeiro livro da Trilogia do Círculo.
Quem me conhece sabe que sou céptica e raramente me apaixono por livros que fujam ao real, gosto de romances, mas não costumo ser grande fã de romances que incluam seres mágicos, então se forem vampiros nem se fala, por isso, comecei este livro de pé atrás com o género e com a autora e sem saber ao certo o que estava a fazer com aquele livro nas mãos, no entanto, ao longo da narrativa foi impossível não criar empatia com as personagens e com a própria história.
Aparentemente o livro pode não parecer tão atraente devido à sua capa (capa essa que para quem lê o livro faz todo o sentido estar a ser utilizada), mas com o folhear das páginas apercebemo-nos que se trata de mais uma prova de que não se devem julgar os livros pela capa, mas sim pelo conteúdo.
Com este livro, Nora Roberts conseguiu acertar em cheio no meu coração porque trouxe à minha imaginação as belíssimas paisagens Irlandesas associadas à minha tão amada mitologia, foi simplesmente apaixonante começar a desvendar os mistérios escondidos naqueles vales e descampados de beleza estonteante.
Perdi tanto tempo a desdenhar que nunca me apercebi daquilo que realmente estava a perder: uma aventura mágica de tempos remotos e tempos presentes que se encruzilham num destino traçado divinamente e ainda melhor narrado.
Tenho lido por aí que acharam o livro cliché, mas sinceramente acho que a autora pegou no melhor que cada personagem e personalidade tem para nos oferecer um livro de Literatura Fantástica que poderá agradar tanto a gregos como a troianos, quem gosta de vampiros, caçadores de vampiros, metamorfos, magia e feiticeiros certamente encontrará aqui uma fonte de entretenimento bastante prazerosa.
As personagens são bastante fortes, quer a nível de personalidade quer a nível de construção, toda a sua estrutura foi pensada e construída de maneira a que o leitor se consiga, de certa forma, identificar com elas. A existência de personalidades fortes, tornou o livro mais interessante e divertido porque era delicioso ler como tentavam resolver as suas desavenças, afinal numa casa de personalidades fortes é difícil chegar a um consenso.
Toda a narrativa foi construída com o intuito de criar no leitor a vontade de comer, respirar, dormitar e sonhar com o livro, pelo menos comigo funcionou, os acontecimentos decorriam de forma tão rápida e alucinante que me era difícil pousar o livro porque não queria perder pitada.
Li o livro num fôlego, soube-me a pouco, precisava de mais e sabem o que vos digo? Só tenho pena de não o ter na minha estante juntamente com os irmãos que ainda não tive oportunidade de ler.
Nora Roberts merece o meu pedido de desculpas e a minha admiração, conseguiu reavivar em mim aquilo que há algum tempo teimava em estar extinto.


Agora surpreendam-se com a banda sonora que escolhi para me acompanhar e deliciem-se com este instrumental: