Opinião - " A Viúva Negra" de Daniel Silva - Harper Collins Portugal

Boa Tarde Novelitos!!


Estou de volta com uma nova opinião!



Sinopse

A história passa-se na atualidade – entre Paris e Washington, passando por Santorini e o Califado do Estado Islâmico – em cenários trabalhados, mas completamente credíveis.

Gabriel Allon, um dos melhores restauradores de arte do mundo, é também um espião que trabalha para os serviços secretos israelitas – um excelente assassino silencioso, com uma grande equipa atrás dele.
Intrigas, terroristas e mercenários, serviços de inteligência confrontados entre si, vingança entre governos, agentes duplos e triplos… um mundo atual, que realmente poderia ser nosso!


Opinião

Quando me propuseram a leitura deste livro fiquei um pouco apreensiva, apesar de adorar thrillers nunca fui grande fã de livros que falassem de células terroristas ou terrorismo, no entanto, tenho mesmo de agradecer à Harper Collins por esta maravilhosa viagem literária.
Apesar de ser o 16º livro numa série de espionagem, não posso dizer que tenha sentido de alguma forma falta dos volumes anteriores para criar uma empatia com o nosso protagonista. Gosto da sua profissão, do seu altruísmo e acima de tudo da sua inteligência e astúcia para lidar com as situações mais adversas e complicadas.
Posso dizer-vos que se vão encantar por esta "Viúva Negra" e que talvez seja esta personagem tão vilanizada que vos vais surpreender mais.
Ao longo da narrativa vamos encontrando várias referências a tragédias mundiais, principalmente aquelas que estão sempre a ser associadas ao holocausto, ao anti semitismo e à xenofobia praticada por antigos dirigentes e, que atualmente, vão passando para os nossos dias. Quem gosta de ler sobre a segunda guerra mundial, sobre a comunidade judaica que se instalou na Europa e sobre organizações terroristas encontra neste livro uma grande fonte não só de entretenimento, mas também de saber. 
Considero que este livro é muito atual, principalmente tendo em conta as últimas movimentações que se têm vindo a observar em França e noutros países europeus.
O livro está dividido, a meu ver, em duas partes. Uma que apresentada todo o leque de personagens, locais e fontes de conhecimentos e a segunda que de forma alucinante nos vai apresentar à ação do livro.
Pessoalmente custou-me ler alguns dos capítulos iniciais por ser extremamente descritivos, o que não é mau porque demonstra que o autor fez um óptimo trabalho de pesquisa, mas não me prendeu totalmente como estaria à espera após a leitura do primeiro capitulo que tanto mexeu comigo.
Gostei da edição portuguesa, principalmente por ser tão floppy e permitir que se dobrasse o livro para ler, acreditem, o livro é enorme e é uma mais valia poder encontrar posições mais confortáveis que não nos dêem cabo dos pulsos.
Daniel Silva é um mestre em espionagem e muito bom no seu trabalho jornalistico, nota-se em cada descrição que realmente houve o cuidado de proporcionar ao leitor uma visão periférica e completa dos cenários e das características que cada ataque e personagem deveriam ter para criar o impacto pretendido com esta narrativa.
Uma boa viagem que permite ao leitor conhecer melhor uma organização que tanto tem aterrorizado a atualidade, mas também toda a estrutura política que está por trás das tentativas de combate a esta realidade.

2 comentários:

  1. Eu também tive a oportunidade de ler este livro e tenho de admitir que a minha opinião é muito parecida com a tua! Também nunca antes tinha lido livros relacionados com células terroristas e custou-me também entrar na história ao início. Se bem que depois, gostei bastante do desenvolvimento da história!

    Beijinhos,
    Carolina - http://leiturasdacarolina.blogspot.pt/

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    1. Olá :D

      Realmente foi complicado entrar, achei bastante descritivo, mas no decorrer da leitura fui percebendo que todos os pormenores iam encaixando :p

      Beijinho e obrigada pelo comentário :D

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