Retalhos da Imaginação #1 - Opinião "O Gato do Chapéu" + " Ovos verdes e presunto" de Dr.Seuss - Booksmile

Já há algum tempo que tenho vindo a pensar partilhar mais livros infanto-juvenis e ilustrados convosco, mas nunca tinha realmente arranjado o tempo necessário para me dedicar a esta ideia, no entanto, hoje consegui um espacinho na minha agenda para vos vir apresentar esta nova rubrica.


A rubrica Retalhos da Imaginação tal como referi acima, nasceu da necessidade de criar um pequeno espaço aqui no blogue dedicado aos livros direccionados para o público mais jovem e com o qual vou tendo a oportunidade de trabalhar devido à minha formação profissional (que ainda não acabou, julho chega rápido por favor!!). Engane-se porém quem pensa que estas preciosidades apenas se destinam aos mais novos, o bom dos livros desta categoria é que sempre têm algo para ensinar e para ser desfrutado até ao fim das nossas vidas.
Agora perguntam vocês : - Ana por que diabo escolheste este nome para a rubrica?
Bem, a resposta é bastante simples. A ideia é que se vá criando uma manta (imaginária) onde se vislumbre cada uma das histórias/contos que vos vou trazer, isto é, podemos dizer que se tratará de uma espécie de manta de retalhos que vamos construindo a partir da experiência que vou tendo do contacto com estes livros e que será partilhada convosco para que também fiquem a conhecer melhor este meu outro lado mais infantil e quiçá profissional (vou tentar, mas não prometo).

Sem mais demoras e para abrir com chave de ouro este novo espaço, trago-vos não um, mas dois livros de um dos mais conhecidos escritores de literatura infantil de todo o mundo - Dr.Seuss.



Para quem não conhece este autor ou não o consegue associar a nada que tenha povoado a sua infância, lembrem-se do clássico "How the Grinch Stole Christmas" ou como ficou mais conhecido cá em Portugal " Grinch" protagonizado pelo actor Jim Carrey. Vou deixa-vos aqui uma imagem do poster do filme, mal se apercebam que é aquele monstrinho rezingão verde que não gosta do Natal certamente que se conseguirão ligar ao trabalho do autor.
Agora que já vos situei mais ou menos no tipo de recordação que o nome Dr.Seuss vos pode trazer, convém dar-vos a conhecer o senhor e, para isso, vou pedir emprestada a biografia disponível nas nossas edição portuguesas da chancela editorial BookSmile.




Theodor Seuss Geisel


Dr. Seuss (1904-1991) é um dos mais queridos autores de livros infantis de todos os tempos, tendo sido traduzido para mais de 30 línguas e publicado mais de 60 títulos.
Que Amigo Levo Comigo? é a última obra do autor, descoberta recentemente. É com este livro que a Booksmile inicia a publicação das obras de Dr. Seuss, estando três obras previstas para lançamento em 2016: The Cat in The Hat, Green Eggs and Ham e How The Grinch Stole Christmas.
( biografia retirada dos livros e site da Booksmile, podem consultar a mesma aqui)
Para além da grafia
Como leram na biografia acima transcrita Theodor Seuss Geisel é conhecido não só pela construção de histórias infantis, mas também pelo seu gosto e trabalho de ilustração. A arte deste autor é maioritariamente representada através de aguarela em bristol ( segundo a Rleite que é expert na área, trata-se de uma espécie de cartão ou cartolina próprio para ilustração), no entanto, Dr.Seuss também brinda os seus leitores com alguns rabiscos desenvolvidos através da utilização de tinta, pintura a óleo, acrílico e caneta.
As suas ilustrações apresentam poucos elementos de fundo e é desenhado sempre numa perspectiva de criar distância e profundidade na ilustração.
As figuras são um pouco bizarras e parecem-se umas às outras de livro para livro o que acaba por se tornar numa espécie de imagem de marca que nos ajuda facilmente a identificar quem é o seu criador.
Gostaria ainda de salientar que este autor sempre teve muito cuidado na escolha da sua paleta de cores, isto é, apesar de apresentar pouca coloração, sempre optou por apresentar ilustrações onde as cores mais vibrantes primassem, de modo a captar a atenção do jovem leitor.
Nos livros abaixo mencionados poderemos ver um desses exemplos, em " O Gato do Chapéu" podemos encontrar ilustrações coloridas a vermelhos e azuis saturados que foram especialmente escolhidos para captar e manter a atenção das crianças da faixa etária dos 6 anos de idade no decorrer da narrativa.
Ficam aqui alguns exemplos de personagens presentes no livro "O Gato do Chapéu" para que possam observar a utilização da paleta de cores e a forma que este autor/ilustrador atribuía às suas personagens tão características.


Felizmente consegui agarrar 2 livrinhos deste autor para opinião e agora venho dizer-vos o que achei e com o que podem contar se os decidirem adquirir.


  • O Gato do Chapéu
Se acham que o Grinch é conhecido, então deviam espreitar o que se sabe e fez com a história presente no livro "O Gato do Chapéu". Este livro já foi adaptado ao cinema e de momento encontra-se a passar nas televisões norte americanas sob o formato de série animada.
Neste livro é-nos apresentado um problema bastante comum nos nossos dias (principalmente nestes últimos meses, obrigada S.Pedro!). 
Duas crianças encontram-se sozinhas em casa, sentadas à janela a observar a tempestade que se faz sentir naquele dia e não conseguem deixar de se sentir aborrecidas porque não têm nada para fazer e tudo o que gostariam de fazer dependia de melhores condições atmosféricas. No meio de todo o aborrecimento aparece um personagem muito bizarro que lhes quer mostrar que é possível encontrar diversão desde que eles queiram e se sintam capazes de arriscar fazer algumas tolices.
Este livro está recheados de situações extremamente engraçadas e as próprias personagens vão marcando a sua personalidade ao longo da narrativa.

De um lado temos dois irmãos que não sabem bem o que achar de todas as peripécias a que assistem e do outro  temos um peixe que vai ditando algum limite de ação a partir do seu aquário, funcionando quase como um o grilo do Pinóquio, que os vai alertando para a iminência de estarem prestes a tomar  uma decisão errada que mais tarde lhes vai trazer consequências pouco agradáveis.
Achei extremamente engraçado ver a oposição da personalidade despreocupada do Gato com a autoritária do Peixe que apesar da sua posição na cadeia alimentar tenta expulsar o nosso amiguinho e impor-se dentro de casa.

O Gato do Chapéu é um livro com duas morais, uma que vamos conhecendo durante a narrativa e outra que no final é claramente apresentada como uma espécie de conclusão acabando por se tornar no lição que a criança tira quando o livro é terminado.






  • Ovos verdes e presunto

Neste segundo livro são-nos apresentadas duas personagens bastante distintas: o Sam Eu Sou e o seu amigo (não tem nome).
Existe uma grande disparidade entre as duas personagem principalmente no que toca à sua forma de estar, isto é, o Sam Eu Sou é uma personagem bastante insistente que não quer desistir do objetivo de mostrar ao amigo que ovos verdes e presunto são de facto um petisco enquanto que do outro lado temos um amigo rezingão que se recusa sequer a provar.
Pelo que escrevi no ponto acima, não é dificil perceber qual é a mensagem que o autor pretendia transmitir com esta história e no final garanto-vos que se a história for bem contada e explorada com crianças que se encontrem na faixa etária ideal para o primeiro contacto com este livro, elas serão capazes de vos dizer que não devemos dizer que não gostámos sem primeiro provar.
Para vos ser extremamente sincera gostei muito mais deste livro que do anterior, pareceu-me menos confuso apesar de por vezes se tornar repetitivo e um pouco cansativo de ler.

Tenho a certeza que alguns de vocês se vão claramente identificar com o amiguinho do Sam Eu Sou porque todos nós temos aquele amigo que nos está sempre sempre a chatear para que façamos algo que ele espera que seja feito e nós acabamos por ficar tão saturados da conversa que acabamos por ceder e atender ao pedido, portanto acho que este livro acaba por se tornar um espelho de alguns momentos das relações e situações que vamos partilhando com amigos e familiares ao longo de toda a nossa vida.


Para finalizar esta opinião, falta-me apenas falar sobre o material dos livros e alguns aspectos mais específicos deste género literário.
Ambos os livros são de capa dura o que lhes confere uma maior resistência e permite que as crianças os consigam manusear sem os estragar com facilidade. Gostava só de dizer que o material das páginas é pouco adequado para o trabalho desenvolvido por educadores/professores e contadores de histórias. Não sei se sabem, mas temos a tendência de virar o livro para as crianças e ler por cima enquanto vamos virando as páginas, por isso, é imperativo que as páginas sejam facilmente viráveis à passagem dos nossos dedos para não quebrar o ritmo da hora do conto e eu senti que nestes livros não era fácil virar as páginas na posição em que me encontrava.
Relativamente à marca dactilográfica (disposição do texto e tamanho do mesmo) este encontra-se normalmente abaixo/acima das ilustrações ou enquadrado nelas, sendo que o seu tamanho é normal, mas a extensão das palavras, em alguns momentos, varia e dá uma sensação de rapidez, abrandamento, aumento ou diminuição de determinada coisa/momento/verbo criando assim vários ritmos de leitura e conferindo uma certa dinâmica às histórias.
O texto é semelhante a uma lengalenga, ao inicio pode parecer estranho, mas vai entranhando. Certamente que na língua oficial fará mais sentido, mas não deixa de ser uma estratégia interessante para captar o interesse dos leitores, afinal enquanto lemos parece que cantamos.
Admito que é difícil ler estes livros, há poucas paragens para respiração, o ritmo da leitura é quase alucinante, mas no fundo é isso que atribui a estes livros a sua dinâmica e acima de tudo provoca alegria durante a narração.
As guardas finais e inicias destes livros são iguais e apenas nos apresentam as personagens que realmente vão trazer a moral à história, isto é, é quase uma apresentação da personagem que vai mexer com a mentalidade do leitor e no final ensinar-lhe algo.




Só vos posso dizer, leiam-nos, partilhem-nos com toda a vossa familia que não se vão arrepender, mas se me permitem lançar-vos um desafio...tentem lê-los em voz alta respeitando a pontuação e fazendo jus às ilustrações que acompanham o texto. Acreditem que se vão divertir imenso e ainda vão divertir o público que escolherem para esse momento.
Dr.Seuss é sem dúvida um dos grandes nomes desta área e por mais anos que passem continuará a ser um nome de referência que encanta pequenos e graúdos com as suas ilustrações simples, histórias ritmadas e lições entrelaçadas.

Muito obrigada à BookSmile por ter proporcionado este momento e à minha prima por ser o meu público (bastante díficil de agradar)desde que nasceu!


Peço desculpa pela extensão do post, mas tinha mesmo de ser.

Espero que tenham gostado!!!


Beijinhos e boas leituras!!

P.s: fico à espera da vossa opinião:
- Gostam deste género de posts?
- Acham interessante?
- Querem ver mais publicações do género?

Opinião/Review - Okashi Connection

Boa tarde Novelitos!!

Hoje venho dar-vos a conhecer mais uma caixinha de subscrição proveniente do Japão.

À semelhança de outras caixas já apresentadas aqui no blogue, a Okashi Connection, apresenta 3 modalidades de subscrição. A ninja box (mais pequena) composta por 5-7 itens, a Samurai box (média) composta por 9-13 itens e por fim a Sumo box (maior) composta por 14-18 itens e penso que a única que traz DIY kits.Gostava só de salientar que a Ninja box é completamente independente, ao contrário de outras caixas de subscrição, na Okashi Connection os produtos da caixa mais pequena apenas estão presentes nessa mesma caixa, a média e grande complementam-se e o que estiver na média vem na grande, ou seja, quem comprar a caixa grande apenas terá acesso aos produtos da média mais os respectivos da caixa de maior conteúdo. Os portes de envio são grátis para todo o mundo e a vossa subscrição pode ser cancelada em qualquer momento, esta empresa oferece ainda a hipótese de adquirir uma caixa sem compromisso de subscrição, podendo o comprador optar pela opção de "Comprar apenas uma vez", o que para quem quiser experimentar poderá ser uma boa decisão. 

Para review foi-me enviada uma caixa média (Samurai Box) correspondente ao mês de janeiro, no entanto, para quem não conhecer a empresa e a quantidade de cada caixa, facilmente seria confundida com a caixa maior dada a quantidade de produtos que contém.


Como podem ver traz mesmo imensa coisa e alguns produtos vêm quase repetidos, houve pelo menos um que trouxe 4 pacotinhos em vez de apenas 1 e outro que enviaram 2 sabores em vez de 1. Isto prova que a empresa se preocupa em proporcionar aos seus clientes e subscritores uma experiência completa de degustação dos vários produtos e sabores que têm para oferecer. O folheto no entanto é bastante simples, necessitava talvez de um jeitinho para se tornar mais apelativo ao comprador.
Escusado será dizer que houve quem não quisesse partilhar os docinhos e snacks com mais ninguém... Ora reparem bem como até ela sabia que o conteúdo ia ser bom :)


Bem, sem mais demoras passemos ao conteúdo do caixinha detalhadamente:

1. Wata - Pachi



Este produto tem a consistência do algodão doce e traz alguns estalidos no seu interior. Quando se coloca na boca desfaz-se completamente, mas senão estivermos a contar e colocarmos uma grande quantidade dentro da nossa boca vamos acabar a sentir aqueles estalidos que sentíamos quando comprávamos aqueles chupas "Crazy dips" que mergulhávamos numa espécie de açúcar super ácido que fazia a nossa língua saltar. Tem sabor a uva e é bastante doce. Creio que foi dos produtos que mais gostamos, não pelo sabor propriamente dito, mas pelas reacções que foi provocando a quem provou e não contava, aliás, tenho a dizer-vos que um dos meus primos ficou mega fã, nunca tinha provado nada parecido e não conseguia parar de comer.

2. Ottotto Consomme



Antes de falar do snack podemos só olhar para a fofura desta embalagem? Podemos? Ok, é super apelativa e devo até dizer-vos que inicialmente em enganou, pensei que eram aquelas bolachas de manteiga que havia quando era mais nova.


Quando abrimos a caixa, encontrámos dois pacotes, ou seja, traz bastante produto. No topo da caixa encontrámos as formas que podemos encontrar. No caso desta caixinha, podíamos encontrar animais e veículos. Eu queria mostrar-vos melhor alguns que adorei, como o helicóptero, mas foi um bocadinho impossível fotografar tendo em conta que a minha cadela saltava e roubava os salgadinhos.


Como podem observar são salgadinhos bastante pequenitos e têm um sabor salgado com um ligeiro gostinho a salsa, são semelhantes àquelas bolachas maria mini de água e sal que temos cá, só que neste caso temos algumas ervas aromáticas à mistura. São bons, mas não conseguia comer muitos de seguida, apesar de aparentar ser um snack viciante pelo tamanho e sabor, não me convenceu ao ponto de comer a saqueta toda como faria se fossem batatas fritas.

3. Kanpai Ramune



Bem, eu não sabia (fui ler o folheto), mas "Kanpai" significa cheers, ou seja, quem vir isto sem saber o que é pode facilmente pensar que se trata de alguma coisa relacionada com cerveja. Só pela forma da embalagem podemos ser realmente enganados, pensei que ia ser alguma coisa para colocar dentro de água, algo efervescente, mas afinal não se tratava de nada relacionado com cerveja nem para dissolver.


Como podem verificar trata-se de uma espécie de rebuçado com sabor a limão ( pois Ana, verde só podia ser limão, maçã ou pêra, andas mesmo a dormir). Estes rebuçados criaram uma discussão entre os provadores, estávamos com opiniões divididas. Dois de nós adoraram, dois de nós esperavam mais. Escusado será dizer que fiquei no 2º grupo. Não achei mau, mas também não adorei. Estes rebuçados são farinhentos, não sei se estão familiarizados com este termo, mas cá em Braga usa-se muito, quer dizer que se desfazem e ficam com uma consistência semelhante à farinha quando entram em contacto com a saliva. Sinceramente nem diria que saberia a limão, pareceu-me mais aqueles comprimidos que às vezes tomamos para a dor de garganta e que sabem a qualquer coisa que não é o sabor que vem na caixa. Consegui tolerar um, não voltei a provar. Por outro lado, os outros dois comeram quase todo o conteúdo. São gostos e não se discutem.

4. BBQ Scone



Quem já me segue há algum tempo e viu as minhas reviews anteriores sobre outras caixinhas já viu uma embalagem parecida com esta. Quando vi isto, fiquei histérica, adoro batatas fritas e estava com grandes expectativas em relação a estas porque adorei as da outra caixa (sabiam a feijão preto, mas eram deliciosas). Quando vejo produtos desta marca ficou logo entusiasmada e quando vi que o sabor era a BBQ (molho de churrasco) esqueçam, flipei completamente e só queria provar.


Como podem ver são exactamente iguais às outras no que toca à forma e cor, mas o sabor...digo-vos  é estupidamente bom e viciante. Foi o produto que toda a gente gostou e não parava de comer. São estaladiças, sabem mesmo ao molho de BBQ e assemelham-se muito aos Cheetos quer na forma, quer no sabor intenso e viciante característico deles. Recomendo, se vos recomendava as de feijão preto, estás nem se fala. Se encontrarem e tiverem a hipótese de provar, agarrem-nas e não as deixem fugir a menos que seja para o vosso paladar e posterior estômago! Sem dúvida o melhor produto da caixa!

5. Kaaru Stick Cheese



Tirando eu e a minha prima, ninguém gostava de queijo, no entanto, toda a gente se aventurou nesta degustação. Nunca tinha provado nada do género e estava muito curiosa quanto ao sabor que um snack de queijo poderia ter.


Quando se abriu a embalagem saiu logo aquele cheiro intenso a queijo que afastou toda a mesa, escusado será dizer que só pegamos num dos palitos e dividimos pelos 4. Posso dizer-vos que não gostei nada, o sabor era completamente intolerável. Sabem aqueles queijos franceses muito malcheirosos? Pronto, isto cheira e sabe exatamente a isso. Era um sabor tão intenso que dissipou tudo o que já tínhamos provado anteriormente e tornou-se um pouco desagradável. Não me interpretem mal, eu gosto de queijo, sempre gostei, mas este produto é intragável. Não gostei, não recomendo e não se comeu mais disto cá por casa portanto dá para ver que foi o produto que menos gostámos em toda a caixa.


6. Pierre Ojisan No Rollcake



Este produto foi um dos que veio em duplicado e com 2 sabores diferentes. São aquelas tortas com recheio semelhantes às da Dancake. Os recheios destas duas eram de morango e buttercream ( creme de manteiga). Devo dizer-vos que o recheio de morango é mesmo bom, o bolo é esponjoso e realmente levezinho, pode-se comer em qualquer lugar e serve para andar na mala o que é ótimo. A torta com recheio de buttercream pecou simplesmente por saber demasiado a manteiga, não sei, mas acho que o recheio atribuiu uma consistência mais gordurosa do que devia. Nota 10 para o rolinho de recheio a morango e nota 4 para o recheio de buttercream.

7. Giant Caplico Z



Sim, é mesmo o que parece! No Japão criaram um doce que se assemelha em forma e sabor aos gelados que habitualmente só se devem (podem) comer no verão. Com o intuito de permitir saborear estas tentações em qualquer clima, apareceu o Caplico Z.


Como podem saber é mesmo igual ao Cornetto de chocolate, em forma, tamanho e sabor. A diferença entre isto e um gelado normal é que este é composto por um topo de chocolate com bolhinhas (como o milka bubbly, mas sem caramelo) que se desfaz na boca e deixa mesmo aquele gostinho a chocolate de leite e por um cone de baunilha que trincando as duas partes ao mesmo tempo confere ao doce o verdadeiro sabor a cornetto de chocolate. É tão, mas tão bom que é difícil parar de comer e até quem não gostava de chocolate o aprovou. Este produto foi o 2º mais apreciado da caixa e defende honrosamente o seu lugar porque além de bom é um substituto fiel do gelado.

8. Chou Himo Q Gummi



Este produto é uma goma gigantesca com sabor a refrigerante. Tem duas cores (laranja e azul) que se encontram no meio do comprimento da goma. Tem uma consistência estranha, não é bem aquela goma que estamos habituados a encontrar nos supermercados, é mole e bastante fininha. Peca por ficar presa aos dentes e só saber mesmo a açúcar. Come-se, mas não foi dos meus favoritos.

9. Shimi Corn Choco



Mais um produtinho que veio não em duplicado, mas em quadruplicado!! Sim, se fosse uma porcaria bem que estava tramada que não saberia o que fazer a tanta coisa. A embalagem é super fofinha, adorei que apresentassem uma mascote que serve de inspiração à forma dos doces que encontrámos no interior.


 Eu não sei bem como classificar este produto, não são bem bolachas, mas também não considero cereais. No folheto diz que são de milho, mas não senti nenhum sabor a milho, são uma espécie de bolachas cobertas com chocolate. São muito boas, viciantes e têm um sabor bem balanceado entre o salgado e o doce.  Pode dizer-se que não fiquei chateada por receber a mais, são mesmo boas!


Novelitos se quiserem saber mais sobre esta caixinha de subscrição ou adquiri-la por favor dirijam-se ao site da Okashi Connection (cliquem aqui no nome ou no logótipo que apresento em baixo) e desfrutem também desta experiência deliciosa! Muito obrigada à okashi por esta oportunidade!




Qualquer informação que vos possa dar, por favor deixem o vosso comentário.

Espero que tenha gostado!!

Beijinhos e boas aventuras doceiras*

Opinião - Confesso de Colleen Hoover - Topseller

Boa Tarde Novelitos!!!

Após uma longa ausência de opiniões literárias aqui no cantinha não podia estar mais feliz por vos trazer agora a minha apreciação crítica sobre um dos livros do momento.


Sinopse
Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio.
Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração.
Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado.
Será o amor capaz de sobreviver à verdade?
Confesso é uma história de imenso amor e coragem, que nos faz acreditar em segundas oportunidades.
Inclui 8 páginas a cores com as ilustrações dos quadros de Owen.
Opinião
Terminei este livro ontem e só vos posso dizer que ainda me sinto de tal modo arrebatada que até tenho medo de não conseguir escrever sobre ele.
Quem gosta de romance young-adult sabe que Colleen Hoover é uma das rainhas do género e que dificilmente desilude o seu leitor, mas para minha surpresa este livro mostrou-me um lado diferente da autora que de certa forma me fez coroar esta obra como sendo a minha favorita de entre as que li dela.
Neste livro eu senti que a autora se preocupou mais em estabelecer primeiro uma relação de conhecimento e empatia entre o leitor e os personagens principais e só depois deixou que o relacionamento entre ambos florescesse e se baseasse num auto e hetero conhecimento mais profundo também entre os protagonistas. Se por um lado o livro "Amor Cruel", por exemplo, se destaca pela efervescência dos momentos mais íntimos e físicos da relação que só mais tarde se vai revestir de algo mais profundo, em "Confesso" acontece completamente o oposto.

Antes de entrar propriamente na apreciação sobre o conteúdo gostaria de me focar um pouco na edição trazida até nós pela chancela Topseller. A capa é bastante semelhante à original e sendo sincera prefiro a paleta de cores usada na nossa edição. no entanto, gostaria que o nome da autora estivesse num tamanho mais reduzido porque ocupa demasiado espaço e obriga a que o titulo esteja demasiado subido, penso que em termos de enquadramento e esteticamente ficaria melhor. Em relação à edição, o livro vem dividido em duas partes o que faz bastante sentido se compreendermos a intenção da autora  e não mudaria, no entanto, houve uma coisa que me desagradou um pouco. Não sei se as ilustrações a cores dos quadros do Owen ( originalmente pintados por Danny O'Connor) estão exatamente na mesma posição que as da nossa edição, isto é, não sei se se encontram tão no inicio do livro ou mais para a frente, mas penso que a localização na nossa edição é má, não que estejam mal representadas, mas porque ao apresenta-las no local onde estão e apresentando as legendas de alguns dos quadros acabam por inconscientemente dar um spoiler ao leitor, por isso, se vão ler passem à frente e quando terminarem voltem atrás, eu sei que é difícil, mas é um conselho que vos dou. Não podia, como é óbvio, deixar de falar a ligação afetiva que a autora criou entre as confissões que lhe foram chegando às mãos e a arte que o nosso protagonista vai apresentando e protegendo ao longo da narrativa. Gostei imenso que houvesse uma interligação tão forte entre a paixão do nosso protagonista e a necessidade que pessoas anónimas têm de partilhar os seus segredos mais bem guardados e muitas vezes demasiado dolorosos para serem partilhados à luz do dia e numa sala cheia de gente.

O livro apresenta capítulos bastante extensos ao inicio que se vão aligeirando à medida que nos aproximámos do fim. Todo o enredo está organizado de maneira a proporcionar ao leitor uma visão ampla sobre os acontecimentos pois oferece sucessivamente momentos narrados pela protagonista Auburn e em seguida um novo capítulo narrado pelo protagonista masculino Owen. Na minha opinião, isto foi uma das coisas que me fez realmente viver este livro de uma forma tão intensa, não havia espaço para duvidar nem para sentir que havia lacunas porque a autora procurou dar ao leitor a resposta a todas as possíveis questões que poderia formular logo em seguida, afinal havia consecutivamente a perspectiva feminina e masculina da situação. Outro ponto bastante importante e presente foram as recorrentes analepses que permitiram um retrocesso ao passado (longínquo ou mais recente) bem colocado ao longo da narrativa que fazem o leitor viajar pela vida dos personagens e assim compreender melhor as suas decisões, ambições e receios.

Relativamente às personagens principais posso dizer que gostei de as ver crescer enquanto procuravam alcançar os seus objetivos e construir pontes que permitissem o desenvolvimento e a cimentação da sua relação, no entanto, penso que o constante receio de deixar transparecer as suas fraquezas me deixou um bocadinho apreensiva. Gostaria de vos falar das personagens secundárias, mas para o fazer teria de levantar demasiado o pano, no entanto, posso dizer-vos que os obstáculos colocados ao nosso casal são extremamente irritantes, não no sentido de serem em maus, mas no sentido em que vos vai apetecer entrar para as páginas do livro e estrangular alguns seres que se vão aproveitando do seu estatuto social e profissional para dificultar relações e impor os seus desejos mais absurdamente condenáveis.

Este livro foi sem dúvida um dos melhores que li em toda a minha vida, fez-me pensar, chorar, rir às gargalhadas e sentir raiva o que por si só já prova que a leitura desta história mexeu bastante comigo. Toda a narrativa está genialmente construída para misturar as nossas emoções e fazê-las sair enquanto lutamos com a necessidade de largar as páginas desta obra para fazer outras coisas, acreditem, não vão conseguir até o terminarem.
Confesso é um livro atual que apresenta e trata de problemas do nosso dia a dia, o que obriga o leitor a posicionar-se no lugar dos personagens e a viver as suas vidas como se fossem as de algum amigo próximo e talvez seja esse o segredo da autora para captar tanto a atenção do seu público.
Não deixem escapar a oportunidade de viver esta jornada porque certamente não se irão arrepender.

Sei que não coloco banda sonora nas minhas opiniões há algum tempo, mas hoje pareceu-me um bom dia para atribuir a esta leitura um gostinho musical, por isso, deixo-vos aqui a música que me foi acompanhado durante o virar de cada página.





Agradeço desde já à TOPSELLER que me enviou este livrinho para opinião.

Boas leituras*