#4 Passatempo Emaranhado de Palavras (Livro + caderno)

Bom dia Novelitos :)

Como prometido traga-vos mais um passatempo aqui no cantinho.
Quero mais uma vez agradecer pelos comentários e pelo apoio que têm dado a este projeto.
Mais uma vez a Raquel Leite associou-se ao blogue e temos para oferecer um caderno desenhado por ela e um livro.





Regras do passatempo:
- Ser Seguidor do Blogue (em modo público, caso contrário não posso validar a participação porque não consigo ver se estão a seguir);
- Ser Seguidor do Blog e Página de Facebook (público) da RLeite
- Partilhar o passatempo publicamente numa rede social;
- Podem participar 1 vez por dia desde que realizem todos os passos descritos nas regras e preencham o formulário corretamente;
- Passatempo válido para Portugal continental e ilhas;
- O blogue não se responsabiliza por extravio após o envio do prémio;
- O vencedor será contactado via email para confirmação dos dados e tem 3 dias úteis para reclamar o prémio, caso contrário será efectuado outro sorteio;
- O vencedor será apurado via random.org
- O passatempo termina às 23.59 do dia 31 de Outubro de 2015

Para saberem mais sobre o livro e encontrarem as respostas às perguntas do formulário podem visitar o site da editora aqui



Beijinhos e Boa Sorte!!!





27 de Novembro 2013 00:25

*Fictício*

Do alto da tua amargura pelo antro de melgas que Te rodeia, eu consigo ver-Te quebrar enquanto imploras pelo meu toque, frívolo e áspero, estás a engolir em seco, sentes a culpa, atreves-Te a fazer-me frente mesmo depois de estares completamente arranhado, esventrado e rebentado, quem pensas que és?
Ainda há muito de mim em Ti, escrevinhado entre as linhas marcadas na pele pelos teus ossos, consegues ouvir-me dentro dessa nova redoma? Certamente não o conseguirás fazer, os teus olhos estão a perder-se por entre o embaciar do vidro, estás perdido, eu fiz-te perder o melhor de Ti, o melhor de mim e o melhor de nós, estás sedento de mudança, deambulando pelo espaço diminuto onde habita a tua alma, apetece-te sair?

É neste sopé desvirtuoso que me encho de Ti, reescrevo-Te nas ondas curvilíneas da montanha que conheceu o nosso amor, reencontro-Te em todas as viragens do caudal de água viva que me sacia esta sede de querer sem Te ter.
Ainda consigo mapear as imperfeições que o teu corpo me ensinou a desenhar, pela ponta dos dedos consigo traçar cada rascunho Teu, no embaçar do vidro, na areia desnivelada e no meu coração esmurrado, dói, tornar-me pedra por Ti, dói…ainda que aparente não mistificar a mudança de vida que instauraste ao desaparecer…
As estações vão passando e eu posso senti-las, mas não posso vê-las, tiraste-me o espelho do mundo, tal como me tiraste o espelho de mim mesma, de Ti, de nós…
Pudesse eu ver o céu e conseguir voltar a ver-te refletida no espelho que decorou a minha expressão enquanto havia tempo, partiste enquanto a minha vida se escureceu…Quem és tu? Como estás? Será que ainda te vão reconhecer quando já nem tu te consegues embonecar?

Estás a deixar sangrar, partiste o emoldurar do teu reflexo…Deixa sangrar, eu irei contigo, desta vez, não ficarei para trás…