Opinião - In loving memory of de S.Formigo



Edição/reimpressão:2014
Páginas: 450
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789895117529
Coleção: Mundo Fantástico

Sinopse

In loving memory of conta a história de Bianca, uma mulher misto de humano, vampiro e anjo que nos narra a sua viagem através dos tempos.
Num universo caótico e secreto no qual a vida se encontra com a morte, entre segredos amaldiçoados, lendas esquecidas e verdades perdidas, surge uma civilização semi-humana em constante conflito com a imortalidade, com a justiça e a culpa, com o desejo e o dever. Neste ambiente sedutor e mágico, o sentimento que a une a Christian perdura na eternidade da existência e constrói toda a fantástica aventura de encontros e desencontros que os une, separa e conduz… até ao presente.
Uma história de esperança, destino e convicção na qual S. Formigo narra a apaixonante e trágica lenda de um amor condenado e eterno na imortalidade da alma.

Opinião
In Loving Memory Of não é a típica narrativa vampirica a que estamos habituados e, talvez por isso, se torne tão misteriosa e viciante.
Ao longo de toda a narrativa somos confrontados com os momentos marcantes da vida de Bianca, mas o que mais me impressionou nesta construção foi o cuidado que a autora teve em oferecer ao seu leitor uma visão periférica sob a vida da protagonista e todo o desenrolar da história, foi uma jogada bastante inteligente e muito proveitosa para quem está deste lado porque nos faz ter conhecimento, formular opções, criar empatias e acima de tudo ter a sensação de que esta Bianca, não é só a Bianca, mas uma amiga que vamos vendo a desvanecer ao longo destas páginas.
A vida de Bianca é bastante conturbada e há uma necessidade constante de a colocar à prova, não temos momentos mortos em que as personagens estão a flutuar pelo texto, está sempre a acontecer alguma coisa e isso torna a leitura mais interessante, fluída e envolvente.
Queria ainda fazer menção à tensão fantasmagórica e ao ambiente assombroso que a autora criou neste enredo, admito que me custou a entranhar a sua essência mas à medida que as páginas se iam virando comecei a entender qual a sua finalidade e isso acabou por me ajudar a entrar no "mood" da personagem que nos conta a sua história, ou seja, ao deixar-me envolver por este ambiente tão próprio de uma escrita tão única e marcante, também consegui vislumbrar a alma dolorosa e atormentada da nossa protagonista.

E a banda sonora para este livrinho é:




Vencedor do 3º Passatempo do Emaranhado de Palavras

Boa Tarde meus Novelitos!


Trago-vos finalmente o vencedor do 3º passatempo :)

Tivemos 300 participações válidas

E a vencedora é:


A participação número 46 corresponde à participante Sara Soares!!!



A Sara vai receber em casa o seu exemplar autografado pela escritora Emma Wildes e um miminho da Raquel Leite :p 

A vencedora será contacta por mim via email para confirmação dos dados ;)

Muito obrigada pela participação massiva e pelo apoio ;)




São estas palavras que Te vão desapegar de Ti e de uma pele que não é Tua.
Os sentimentos tendem a tornar-se mais do que palavras, ainda que a maioria das pessoas se tenha cansado de os encarar.
Devias lembrar-Te, dos momentos e não das frustrações; devias preocupar-Te com ela e não com a visibilidade que a vossa relação podia vir a ter; devias estar presente nas tuas ausências e nas ausências dela devias tornar-Te a sombra que não persegue, mas constantemente acompanha, até ao fim, lado a lado, ocupando o lugar que mais ninguém pensa ou sequer sonha ocupar.
Porquê?
Porque é mais fácil pensares que és um Nada do que perderes a oportunidade de seres um Tudo.
Ainda assim duvidas, repreendes-te por teres aguentado este tempo, preso, fechado num Mundo do qual não te sentes pertencer. Vês-te por entre os espaços deixados pelas pessoas que Te pisam sem Te sentir porque no fundo não passas de um espectro, a triste réstia de fôlego de quem já foi gente.
Desumanizaste-te no dia em que a deixaste partir. Ela não olhou para trás e isso doeu, doeu tanto que acabaste por reescrever na Tua carne todas as regras que quebraste ao deixá-la entrar.
Não Te arrependes, mas querias sentir o arrependimento, talvez assim conseguisses esquecê-la, odiá-la pela partida que Tu mesmo geraste.
Quantas cicatrizes vão ficar marcadas na Tua alma depois de atravessares o labirinto da pena e só Te restar a ressaca de um corpo que sempre ansiou o toque do outro?
Quantas mais noites vais passar acordado a descrever no Teu corpo cada traço que ela desenhou com o seu?
Sentes essa impotência que teima em rasgar o Teu orgulho, queres gritar...mas já ninguém quer saber da Tua amargura porque decidiste suportá-la sozinho, enganando-te a Ti mesmo porque não és capaz de admitir que estás mais fraco, falta-Te o suporte, a rede de segurança que Te salva da eterna corda bamba em que Te deslocas.
Ela podia parecer nada, no fundo sempre Te lembrou da tua força e, por essa razão, sempre achaste que Te erguias sozinho, e agora? Ela era quase Tudo, ou pelo menos mais de metade, a realidade bate-Te na cabeça como pedra, está a amolgar-Te a cada relembrar e já não sabes mais o que fazer para calar a vozinha que ecoa no Teu coração.
Estás quase vazio e a melhor parte sabes qual é? Foste Tu que o quiseste, não é fabuloso?
Vive enquanto consegues respirar, mas não tentes esquecer o que ficou marcado a ferro e fogo na tua alma porque se o fizeres não será só a pele que se irá despegar do Teu corpo...E se este despegar é doloroso imagina o que irá doer desfazeres-Te de ti mesmo.