TAG Confissões de um Bibliófilo



Boa noite Novelitos!

Hoje venho trazer-vos uma tag, ando a seguir vários canais no youtube (portugueses e não só) e tenho vindo a reparar que esta é uma das Tags mais respondidas e, para mim, uma das mais interessantes.
Visto que em vários vídeos as pessoas taggeavam toda a gente que estava a assistir ao vídeo, decidi que estava na hora de EU responder à TAG :) Vamos lá ver o que sai daqui :)


Tag original aqui



Perguntas:

1. De que género literário te mantens longe?
2. Qual o livro da tua estante que tens vergonha de ainda não ter lido?
3. Qual é o teu pior hábito enquanto leitor(a)?
4. Costumas ler a sinopse antes de ler o livro?
5. Qual é o livro mais caro da tua estante?
6. Compras livros usados?
7. Qual é a tua livraria física favorita? 
8. Qual é a tua livraria online favorita? 
9. Tens um orçamento mensal para comprar livros? 
10. A quem passas esta TAG?


Respostas:

 1.  Livros de auto ajuda, casos reais, biografias e alguns históricos.

 2. Hum, esta é bastante fácil. Trata-se do livro "Cinzas" da saga laços de sangue da autora Jennifer Armintrout, sim, ando para terminar esta série há meses (tenho o último em inglês) e não há forma de lhe pegar. Estou sempre a arranjar desculpas, senão é a capa é o tema, senão é o tema é a história, enfim, uma vergonha!

3. Sinceramente não acho que tenha nenhum hábito extraordinariamente estranho, mais depressa estou a fulminar quem me abre o livro sem cuidado do que a arranjar formas de virar o livro do avesso enquanto leio.

4. Depende. Se for um livro cuja capa me agrade ou que tenha sido escrito por um/a autor/a que eu goste sim, leio a sinopse. No caso de livros vindos de parcerias (não solicitados) não o faço porque acho que se for um livro de um género do qual eu não goste ou não esteja familiarizada vou acabar por pousar ou discriminar porque a sinopse já levantou o pano.

5. Para esta resposta tenho de escolher o Ondina ilustrado pelo Benjamin Lacombe. Comprei-o em Vigo e creio que custou 20€. Valor este que apesar da qualidade do livro e das suas ilustrações é demasiado excessivo para um livro infantil.

6. Sim, compro e troco livros usados. Sou muito picuinhas no que toca aos livros, mas se o livro estiver em bom estado não vejo porque adquiri-lo, além disso, sou bastante forreta e os livros usados por normal apresentam-se com preços bem mais simpáticos. 

7. A minha livraria física favorita é a FNAC pela sua variedade.

8. A minha livraria online favorita é a Wook. Esta livraria apresenta inúmeras promoções e acima de tudo é rápida no envio dos livros.

9. Não, mas também não posso andar por aqui a gastar mundos e fundos, como disse sou forreta e procuro sempre o melhor negócio, se for possível suportar, venha o livro, senão for, para o próximo mês há mais.

10. Não vou Taggear ninguém em especial. Se a quiserem realizar, façam-no e divirtam-se :)


Beijinho*

Quem gosta de ti não te assombra, não pisa, não rasga nem te atira à cara que nunca foste ou nunca serás “alguém”.
Quem gosta de ti também não te facilita a vida quando te sentes corroída pelo medo de falhar.
 Não desiste, não entende a palavra “basta” mesmo quando o bastar já encheu o copo.
É firme, constante, envolve-te na vida, não a esbate, confirma-te que estás viva ainda que às vezes aparentes deambular nas acentuações da estrada.
Crava-te no peito, arranca-te da tua monotonia, não te permite sentires-te menos que rainha de ti mesma por mais que teimes em baixar a cabeça e olhar por entre o cílios das tuas pestanas porque não és capaz de encarar ou aceitar tal dádiva.
Arranha-te a alma, marca-te, não pela força física, mas pela força daquilo que sente e está desesperado por transmitir.
Ouve-te, grita-te, sussurra-te, não só palavras doces, mas também os maiores horrores que te fazem acordar.
Respira-te, sufoca-te, sente-te e faz-te sentir, não esconde, não mente, não olha por cima do ombro nem com desdém, deseja-te, de tal forma que até as suas próprias emoções se começam a tornar incontroláveis, mas ele sabe, ele sabe que precisa de esperar, de tactear o terreno até que possa, por fim, avançar e se não poder fazê-lo permanece a teu lado, não te excluí, não tira de ti o que plantou, mas leva os restos que ficam daquilo que lhe ferve no peito.
Ainda que pareças louca, acompanha-te na tua loucura, não se preocupa com o que vão dizer, age sem o saber conter.
Destrói-se para te ver feliz, arranca de si o que já não lhe deveria ser permitido entregar, mas fá-lo sem hesitar porque sabe que enquanto houver para dar não se pode permitir baixar os braços.
Quem gosta de ti, gosta de ti e pronto, não precisa de quês nem porquês, gosta e deixa-se gostar.

E se algum dia te disser para mudares mundos e fundos é porque já não gosta de ti, mas da carapaça que podes vir a apresentar enquanto tentas agradar a gregos e troianos e quando isso acontece…estás perdida porque já te apercebeste tarde de mais, deixaste escapar e agora ficas pendurada, no topo do fuso.

É neste fio da navalha que retomo a minha ode, presa na corda bamba de uma dimensão que não é minha.
Restauro as minhas forças, levanto as minhas muralhas, equilibro, páro, recomeço, cambaleio e vou dançando na fragilidade do meu corpo cansado.
É tarde, eu sei, mas tinha de ser, é esta capacidade infrutífera de deixar deslizar a areia por entre os dedos que me mantém aqui, de frente, enfrentando a passagem interminável de névoas sem rosto que vai desgastando a rede de protecção que me impede de deslizar com os grãos de areia.
Teimo em respirar, em libertar suspiros e agonias que me tornam humana, penetrável e visível ainda que eu não o queira.
Preciso de uma nova desculpa para permanecer equilibrada na pedra que carrego no peito enquanto assisto a mais um capitulo repetido.
Sou o que quero ser, não o que pensam puder ver, mascaro-me na minha solidão e na mágoa que até hoje não me deixaram ficar mal, antes pelo contrário, salvaram de falhas que podiam ser mortais, não para o corpo, mas para a alma.
Pé ante pé vou caminhando, a medo, com o tremelicar da musculatura quase inexistente, sou forte demais quando estou no escuro, debaixo do holofote encolho-me como se cada poro se contorcesse com a alergia provocada pelo olhar, pelo toque ou pelo som que se aproxima das minhas terminações nervosas.
Tento manter a postura, cabeça erguida, nariz no ar, altiva, inalcansável, mas acabo por sentir cada esfarelar da minha máscara.
Não consigo andar de peito aberto quando há tão pouco para guardar lá dentro, não consigo ser transparente quando me sinto tão negra que me começo a confundir com a minha própria sombra, mas também não vou deixar que me voltem a ver cair e engane-se quem pagou o bilhete para me ver escorregar e morrer no meio da arena, não vou sem luta nem permito que me obriguem a dar o passo para o cadafalso.