Opinião - Uma Semana Para Te Amar de Monica Murphy

Boa noite Novelitos :)

As férias estão quase a acabar, mas ainda tenho tempo de vos deixar mais uma opinião antes de começar a confusão associada ao meu percurso universitário.



Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 208
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898626554


Sinopse
Temporária. É a palavra que melhor descreve a minha vida nos últimos anos. Sou a mãe temporária do meu irmão mais novo, já que, aparentemente, a nossa mãe não quer saber de nós. Tenho um trabalho temporário num bar, pelo menos até conseguir arranjar outra coisa. E sou a namorada temporária que todos os rapazes querem ter, porque me deixo seduzir facilmente. Ou, pelo menos, é o que dizem os rumores.
Sou neste momento a namorada temporária do Drew Callahan, lenda da equipa de futebol da universidade e de quem toda a gente gosta. Ele precisava de alguém que fingisse ser sua namorada durante uma semana. Em troca de dinheiro. Muito dinheiro.
Levou-me para o seu mundo falso, onde toda a gente me detesta e onde toda a gente quer alguma coisa dele. Mas a única coisa que o Drew parece querer sou eu.
Já não sei em que acreditar. Tudo o que eu sei é que o Drew parece precisar muito de mim. E eu quero estar lá para ele. Para sempre.
Se estiverem com curiosidade a Topseller disponibiliza os primeiros capítulos aqui.
Sobre a autora:
Monica Murphy é uma autora norte-americana cuja coleção de livros intituladaOne Week Girlfriend Quartet já é bestseller do New York Times e do USA Today. Uma Semana para te Amar é o primeiro título desta série. Escreve ficção para jovens adultos, além de romances contemporâneos. Vive com o marido e os três filhos no sopé das montanhas de Yosemite, na Califórnia. Adora livros e acha que tem o melhor trabalho do mundo

Opinião
Este foi daqueles livros que não amei à primeira leitura, aliás pousei-o, não sei porquê, talvez o tivesse folheado num momento errado da minha vida ou quem sabe simplesmente porque não estava virada para o tipo de personalidade que encontrei em cada um dos protagonistas.
Nesta minha segunda tentativa, já encontrei dentro de mim a capacidade de deixar passar algumas páginas para me ambientar e no final devorar, sim devorar, apesar do seu início lento (não no sentido de acontecimento- acção, mas no sentido de tentarem enrolar o mais que podem até que por fim se lembram que chegaram à casa do pai de Drew) a narrativa vai ficando mais suave e divertida.
Cá entre nós que ninguém nos “ouve”, sempre achei que este tipo de relação ia acabar por se tornar chata e previsível, aliás pareceu um fogo extinto antes mesmo de ter oportunidade de se formar uma linda chama incandescente, no entanto, e para não variar nem um bocadinho a autora conseguiu dar a volta ao tédio e conseguiu, sem recorrer a grandes mimimis e romantismo fabular, criar um romance ternurento cimentado numa amizade improvável que o leitor tem o prazer de ver florescer a cada fragmento de história.
Já sei que querem que fale da capa, quer dizer não querem, mas estão habituados a que faça uma pequena referência, portanto cá vai ela, Cor-de-rosa, sim, uma capa detalhada e emoldurada a cor-de-rosa com um casal aparentemente apaixonado a ser emoldurado por esta cor tão romântica. Não gosto de cor-de-rosa, no entanto, encaixou no género literário, naquilo que me pareceu ser suposto ser transmitido ao leitor, ou seja, o mundo não é cor-de-rosa a menos que nos esforcemos para que o seja.
Ao longo da narrativa vamos conhecendo as personagens principais a partir do seu interior, dos seus medos, dos seus receios e de todas as provas que vão ultrapassando, achei que foi inteligente juntar as perspectivas de ambos sobre os mesmos assuntos ou como ponte entre acontecimentos que não estão centrados na sua actividade enquanto casal fingido.
Tudo começa com uma farsa que aparentemente pretende, por um lado, calar os rumores e macaquinhos do sótão que o pai de Drew criou em torno do seu filho e por outro, ajudar a família de Fable que esta tanto se esforça para manter fora da ruína nem que isso lhe custe a reputação que constantemente vê manchada.
Ambas as personagens apresentam um cariz bastante forte, estão bem construídas e apresentam-se como elementos mutáveis que vão adquirindo consciência e aperfeiçoando as suas qualidades à medida que são confrontadas com situações que se encontram fora da sua zona de conforto.
 A título de curiosidade gostaria de salientar que adorei a maior parte das citações que iniciavam cada capítulo, a representação de obras como Romeu e Julieta de William Shakespeare numa obra narrada sobre o domínio do amor foi simplesmente deliciosa e acima de tudo inteligente. A articulação literária entre obras e pequenos fragmentos das mesmas tornou o livro interessante, desafiante (porque sabemos que aquela pequena frase fará algum sentido ao longo do capitulo ou no seu final) e apaixonante.
“Uma semana para te amar” tornou-se um dos livros mais intensos e divertidos do ano de 2014 (apesar de o ter lido em 2015) e mal posso esperar para ler a sua continuação. Recomendo, pesquisem, desfrutem, guardem para vocês, mas também partilhem com o mundo. O amor merece ser partilhado, independentemente da sua origem porque até mesmo um amor a fingir se pode tornar na paixão mais intensa e arrebatadora que pode ser capaz de nos dilacerar o coração ou simplesmente deliciar.

Como não podia deixar de ser cá fica a banda sonora:






Sejam felizes, partilhem o amor e até ao próximo post :)

Divulgação #2 - "À morte ninguém escapa" de M.J.Arlidge - TOPSELLER



«Um thriller macabro e de leitura imparável.» - Sunday Mirror
«Espantoso.» - Richard Madeley, apresentador britânico de televisão
«M. J. Arlidge criou uma heroína genuinamente nova… não nos poupa a nenhum dos detalhes mais sombrios, tecendo-os numa teia que arrepia o leitor até aos ossos.» - Daily Mail
«Tão bom como Jo Nesbø.» - Judy Finnigan, apresentadora britânica de televisão

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Um, Dó, Li, Tá, já editado em Portugal pela Topseller, catapultou M. J. Arlidge para o Top 10 dos autores de thrillers/policiais mais bem-sucedidos em 2014, superando nomes bem conhecidos dos leitores portugueses como John Le Carré (8.º). Cedendo apenas para autores já habituados a posições cimeiras, como James Patterson (1.º) ou Jo Nesbo (5.º), o autor britânico tem conseguido críticas que o colocam, atualmente, como um dos autores do género mais desejado.

À Morte Ninguém Escapa (Topseller l 320 pp l 17,69€) é o segundo livro do autor a chegar às livrarias nacionais e promete deixar os amantes do género agarrados à leitura. A Topseller disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.



SINOPSE

O corpo de um homem é encontrado numa casa vazia. O seu coração foi arrancado e entregue à família.  A detetive Helen Grace sabe que esta não será a última vítima de um assassino em série. Os media chamam-lhe Jack, o Estripador, mas ao contrário: este mata homens de família que vivem vidas duplas e enganam as suas mulheres.

Helen consegue pressentir a fúria por detrás de cada assassínio. Mas o que ela nunca conseguirá prever é quão volátil na realidade este assassino é. Nem o que a aguarda no final desta caça ao homem.



O AUTOR

M. J. Arlidge trabalha em televisão há 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade. Nos últimos 5 anos produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Encontra-se presentemente a escrever uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos. Os seus livros já foram vendidos para 25 países.

Opinião - Sete minutos depois da meia noite de Patrick Ness, Jim Kay e Siobhan Dowd

Boa noite Novelitos :)

Sei que muitos de vocês querem ler este livro, eu já o li e venho deixar-vos a minha opinião :)


Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 216
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722354608
Coleção: Diversos Infantis e Juvenis

Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu. Mas não era exatamente o monstro de que Conor estava à espera...

A escuridão, o vento, os gritos. O mesmo pesadelo noturno desde que a mãe de Conor ficou doente. Tudo é tão aterrorizador que Conor não se mostra assustado quando uma árvore próxima de sua casa se transforma num monstro... Mas só o monstro sabe que Conor esconde um segredo e é o único a estar ao seu lado nos seus maiores medos.

Inspirado numa ideia original da escritora Siobhan Dowd, que morreu de cancro em 2007, Patrick Ness criou uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar.

É com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto que a fantasia e realidade se misturam em Sete Minutos Depois da Meia-Noite
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Sobre os autores
Patrick Ness

Nacionalidade: Estados Unidos Da América
Patrick Ness nasceu na Virgínia, Estados Unidos, mas vive em Londres desde 1999. É considerado uma das vozes mais talentosas da literatura inglesa contemporânea para jovens adultos e tem sido distinguido com alguns dos mais prestigiados prémios literários, entre eles a Carnegie Medal, o Guardian Children’s Fiction Prize, o Costa Children’s Book of the Year Prize e o Booktrust Teenage Prize

Jim Kay

Nacionalidade: Estados Unidos Da América
Jim Kay estudou ilustração e trabalhou nos arquivos da Tate Gallery e dos Royal Botanic Gardens, Kew, duas experiências que influenciaram muito o seu trabalho. As ilustrações de Sete Minutos Depois da Meia-Noite foram premiadas com a CILIP Kate Greenaway Medal. 

Siobhan Dowd

Escritora
Nascimento: 4 de Fevereiro de 1960, Londres, Reino Unido
Falecimento: 21 de Agosto de 2007, Oxford, Reino Unido
Prémio: Carnegie Medal
Indicações: Guardian Children's Fiction Prize, Prémio Edgar: Melhor Livro Jovem Adulto



Opinião



Ao longo da minha aventura enquanto leitora tenho-me deparado com livros que me ensinam a crescer interiormente, uma mudança lenta, mas que me tem ajudado a perceber e a lidar com certas partes passadas que me vão vindo ao pensamento e, este foi um desses livros.
Antes de começar a falar do enredo e de tudo a que ele se encontra ligado, quero olhar novamente para esta capa fabulosamente horripilante (capa original, felizmente, mantida) e relembrar-me porque decidi dar uma oportunidade a este livro, como bem sabem, sou a fanática da ilustração que finge perder tempo na fnac para ficar mais um bocadinho a folhear este ou aquele livro. Esta capa transmite aquele sentimento de horror que muitas vezes nos vem visitar quando estamos a ter um pesadelo, aquela sensação de querer abrir a porta, mas ter demasiado medo para o fazer, o esconder por detrás de uma criatura que não queremos que nos veja ou o simples seguir de pisadas estranhas. Fico feliz por ter tido a coragem de abrir, folhear, ler, apreciar e guardar.
Outro ponto que gostaria imenso de salientar é algo que me deixou extremamente deliciada e admirada, nunca leio as notas de autores e muito menos os agradecimentos, mas esta de certa forma captou a minha atenção. Achei que Patrick Ness demonstrou uma humildade que não é muito comum nos dias de hoje ao referir na sua nota a pessoa que teve a ideia principal para este livro, falo claro de Siobhan Dowd, a escritora de young adult que infelizmente faleceu antes de concretizar o sonho de publicar mais um livro.
Este livro é, como diz o próprio autor, uma junção de pensamento, uma ideia que puxou outra ideia e no final se transformou naquilo que hoje tenho nas minhas mãos, um conto, uma reviravolta emocional que me deixou com aquele sentimento de missão cumprida e de coração cheio.
Eu não queria escrever muito sobre este livro, até porque criei na minha cabeça e no meu imaginário compreensivo uma interpretação bastante própria da sua mensagem e, tenho medo que esteja a induzir em erro alguém porque este livro é no fim de contas uma lição que cada um poderá tirar e interpretar à sua maneira e esta é a minha.
Conor é um adolescente aparentemente normal, a única diferença é que a escola se tornou demasiado cinzenta para si porque toda a gente se preocupa em não aleijar ou importunar “o coitadinho” cuja mãe se encontra doente.
A doença da mãe de Conor é como uma estaca no seu coração, ele sabe que a qualquer momento ela pode cravar-se mais fundo, mas ao mesmo tempo vive dentro de uma bolha de esperança e acredita que tudo voltará a ser como era antes.
Conor vive assombrado por um pesadelo que não compreende, um misto de medo, dor, solidão que não consegue associar a um acontecimento ou momento presente e é no final de uma dessas viagens assombradas que às 00.07 lhe aparece o tão afamado monstro.
Eu gosto de pensar que o monstro é uma espécie de metáfora, é suposto que nós enfrentemos os nossos maiores medos quando eles nos atacam e eu creio que este monstrinho sábio veio para mostrar ao Conor que até a criatura mais horrenda e assustadora pode ser, no fundo, a companhia que será capaz de nos compreender e mostrar o caminho certo.
Ao longo de toda a narrativa, são-nos apresentadas três histórias e é suposto que a partir delas, Conor seja capaz de contar a sua própria história, a verdade que teme em sibilar e que tanto o persegue.
Fiquei extremamente viciada no livro, na sua história, na sua temática e a ideia foi tão bem concebida e executada que me vi a mim mesma a acompanhar todo o desenvolvimento emocional retratado no livro e representado pelo Conor, senti toda aquela raiva e no final a aceitação, o conformar-me com a vida e com aquilo que ela nos dá independentemente da sua natureza boa ou má.
Este é um livro para qualquer idade e para qualquer leitor, mas engane-se quem espera encontrar o dramático recontar do livro “A culpa é das estrelas” de John Green, nem de perto nem de longe se parecem um com o outro, apesar de partilharem o mesmo tipo de sentimentos e dores, há uma diferente abordagem das várias fases da dor e eu acho que este é mais conformista, mais de aceitação e menos de dramatismos (e eu adorei “A culpa é das estrelas, atenção, são apenas diferentes).
Recomendo-vos mesmo este livro, quer gostem ou não do tema porque por mais que nos tentemos desviar dele ou tentar apagá-lo da nossa mente, infelizmente ele rodeia-nos e a cada dia que passa parece que a sua força aumenta, cabe-nos a nós criar defesas e construir dentro de nós um sentimento de compreensão e saber quando desistir ou deixar desistir.
A vida é tão vasta e ao mesmo tempo tão efémera, vemos ir, acabamos por ir um dia, sem quem nem porquê, só saberemos ou saberão o como, portanto, vamos enfrentar os nossos medos, criar as nossas forças e construir os nossos círculos de amigos ou família porque vão ser eles a segurar-nos e serão eles a ver-nos partir.

Bem para finalizar e antes da banda sonora, deixo-vos algumas das ilustrações do livro:






Esta imagem que se segue está naturalmente em inglês, mas a versão da Editorial Presença está exactamente igual e este é um dos pormenores que mais gosto deste livro, além da qualidade, o texto é várias vezes emoldurado por ilustrações.

Para finalizar mostro-vos outra ilustração que também é o poster que editora está a oferecer (limitado ao stock existente) na compra do livro.



E agora a música que acompanhou a leitura:





Espero que tenham gostado, até ao próximo post e sabem que mais? Sejam FELIZES :)