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Não me esqueci de Ti, olho por fora do que sinto e reescrevo a mesma história. Posso senti-lo a sair pelas pontas dos meus dedos, vem de dentro, vai ao coração e volta a sangrar pelas minhas palavras incertas e isentas de qualquer reequilíbrio emotivo.
Começa a transparecer com o embaciar da vidraça, com a ausência da necessidade de esvaziar a alma enquanto escrevo, pinto ou reencontro as minhas falhas.
Perdi mais que uma batalha, mas não quero perder a guerra, ainda que pareça demasiado moribunda para deixar brilhar e resplandecer o meu interior, a drenagem está a levar-me, aos poucos com mais pontos do que imaginava conseguir suportar.
É engraçado rir de mim mesma, mesmo quando me apetece exprimir-me através do deslizar de uma lágrima até ao queixo e aquele sabor salgado me amargura, me sufoca e me faz questionar o que sinto ou vivi.
Se sei que levaram um pedaço de mim, não sei se o fizeram por um proveito egoísta ou de partilha porque valia a pena ser distribuído por um Mundo, o mundo deles, as trevas residentes da minha imposta ausência.
Há tanto por dizer, viver...e tão pouco tempo para o fazer enquanto me deixo abraçar por este sopro de ar rarefeito que me retira a capacidade de agir.
Hoje não sinto, o corpo ficou lá, no passado, naquela gravura de lembrança que aconchegou o meu mau feitio e a minha devoção a uma passagem que não volta.
Olha para dentro, hoje podes olhar, aproveita a ausência da barreira que me emudece o coração, abro as cortinas para que sirvas de espectador enquanto a peça recomeça, mais uma vez....e outra talvez. 



Os meus livros e a minha música #1

Boa tarde meus Novelitos :)

Hoje decidi que tinha de partilhar com vocês uma banda que descobri ao ler um dos meus livros favoritos de 2014.
O livro do qual estou a falar ainda não tem opinião no blogue, mas está em lista de espera para quando me der na telha falar da duologia que viu o seu fim no mês passado. 
Claro está que estou a falar dos livros "Entre o agora e o nunca" e "Entre o agora e o sempre" de J.A Redmerski, se não leram, leiam, são uma lufada de ar fresco sobre esta atmosfera de erótico que tem vindo a instalar-se nas nossas estantes (não estou a falar mal do erótico, até porque é um dos géneros que predomina na minha estante).
Mas falando do que realmente interessa, música, hoje apetece-me falar de música. À medida que se vão folheando estes livros vamos encontrando alusões a bandas de rock clássico que não são de todo desconhecidas para o mais comum dos mortais, pelo que não chamam à atenção, dão vontade de voltar a ouvir, mas não é novidade. Gostava, porém, de dizer que mais ou menos pelo meio do 1º livro (não vou dizer quando temporalmente ou "historicamente" se não estaria a fazer spoiler e não quero) é-nos apresentada uma banda que eu não conhecia e decidi bisbilhotar a ver se gostava ou não. Só vos digo, amei, é o tipo de som que não enche e serve para qualquer estado de espírito.
Sem mais demoras quero apresentar-vos os The Civil Wars, um duo que descobri por acaso e que passou a ser dos meus favoritos em três tempos.


The Civil Wars é o nome de um duo americano de folk e indie folk composto pelos músicos e compositores Joy Williams e John Paul White.
Algumas das suas músicas já passaram em séries televisivas como Anatomia de Grey e estão imortalizadas em livros com os dois acima referidos. Temas como Barton Hollow , Poison & Wine e Tip of my tongue são facilmente reconhecidos devido à sua referência e associação a momentos ligados a imagens ou histórias.
O Duo encontrava-se num período de pausa desde 2012 e em Agosto do ano passado anunciaram a sua ruptura permanente para grande tristeza dos fãs ( minha também).

Agora para finalizar deixo-vos aqui três músicas deste duo, se gostarem, não resistam e procurem mais algumas, vale cada minuto sonoro :)








Já conheciam? O que acharam?

Opinião- Highlander para Além das Brumas de Karen Marie Moning

Agora que tenho algum tempo livre, vou começar a actualizar as opiniões e hoje deixo-vos com este livro:


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374075

Sinopse
Um Laird fascinante
Ele era conhecido por todo o reino como Açor, lendário predador de campos de batalha e alcovas. Não havia mulher capaz de recusar o seu toque, mas mulher alguma lhe fizera jamais estremecer o coração — até uma vingativa fada trazer Adrienne de Simone, aos trambolhões, da Seattle dos tempos atuais para a Escócia medieval. Cativa num século que não era o seu, ousada até mais não, sem papas na língua, ela era um desafio irresistível para o conquistador do século XVI. Coagida a casar-se com Açor, Adrienne jurou mantê-lo à distância — mas a sua doce sedução devastou tal resolução. 

Uma prisioneira no tempo 
Ela tinha um perfeito "não" nos seus perfeitos lábios para o famigerado laird, mas Açor jurou que ela haveria de sussurrar o seu nome com desejo, implorando a paixão que ele ansiava por inflamar dentro dela. Nem mesmo as barreiras do tempo e do espaço o deteriam na conquista do seu amor. Apesar da sua incerteza quanto a seguir os impulsos do seu coração apaixonado, as reservas de Adrienne não igualavam a determinação de Açor em mantê-la ao seu lado…
Sobre a autora:

Karen Marie Moning nasceu em Cincinnati, Ohio, uma de quatro crianças. Graduou-se pela Universidade de Purdue com um Bacherlato em Lei e Sociedade. Depois de uma década a trabalhar no ramo da advocacia, ela deixou o seu trabalho para perseguir o sonho de ter uma carreira como escritora. Quatro manuscritos e inúmeros trabalhos em part-time mais tarde, O Beijo do Highlander foi publicado e nomeado para os prestigiados prémios RITA. As suas histórias já foram publicadas no The New York Times, USA Today e apareceram nas listas de bestseller do Publisher´s Weekly.Karen conheceu o seu marido Neil numa viagem à Giorgia, de visita ao seu agente. Ele partilha com ela o seu amor por livros e colecciona primeiras-edições de livros de capa dura. Casaram-se em 2005 e agora partilham prateleiras de livros e uma vista de cortar a respiração na sua nova casa, nas montanhas de Blue Ridge.O dia de escrita ideal para Karen começa às 4:30 da manha "quando tudo está tão calmo que quase acredito ser a única pessoa no mundo". Ela faz uma pausa de algumas horas para almoço e depois edita o que escreve durante a tarde. Quando lhe perguntamos sobre conselhos para aspirantes a escritores ela acrescenta à famosa frase: trabalha como se não precisasses de dinheiro, ama como se nunca tivesses sido magoado, e dança como se não estivesse ninguém a ver - "escreve como se não houvesse críticos".
Opinião:
Karen Marie Moning foi uma feliz descoberta entre as estantes despidas de uma das bibliotecas da minha cidade. Fui lá à procura de algo que me despertasse o gosto pela leitura, mesmo estando em pleno final de semestre e no último ano da Licenciatura. Admito que foi difícil sair da ressaca literária em que me encontrava e, num acto de desespero lancei-me pelos corredores da biblioteca e felizmente tropecei (acreditem, tropecei num daqueles carrinhos que os bibliotecários usam para transportar e arrumar os livros que foram devolvidos após requisição) no primeiro livro da Série Highlander desta autora.
Nunca na vida me tinha passado pela cabeça ler sobre Highlanders, sendo sincera nem sequer sabia o que diabo eram highlanders, quer dizer, toda a gente viu o "Braveheart" com o Mel Gibson, mas ninguém se lembrou de pesquisar o que diabo seria um highlander porque no fundo preferimos chamar-lhes escoceses, é mais fácil e a língua enrola menos.
Antes de falar da narrativa e das personagens quero, e muito, falar-vos desta capa. Achei uma jogada muito inteligente a colocação do modelo em grande plano com uma pequena torre/fortaleza reflectida na água como plano de fundo porque, a meu ver, está em perfeita sintonia com a sinopse na medida em que dá a sensação de que estamos a viajar no tempo. Passo a explicar esta minha interpretação: se olharmos para a capa com atenção vemos aquela neblina sob uma superfície aquosa o que, pelo menos a mim, dá a sensação de transgressão espacial, ou seja, parece que o modelo nos vem buscar ao nosso tempo para recuarmos uns quantos anos e termos a oportunidade de viver no mundo dele, no tempo dele, sei que parece estranho, mas pessoalmente a capa remete-me para isto.

A história em si, não é o tipo de história que surpreende constantemente, no entanto, é uma narrativa muito levezinha e divertida que me fez desatar a rir ou a chorar em três tempos porque no fundo é a sua função, entreter o leitor enquanto este se delicia ao folhear.

Podia apontar inúmeros pontos fortes a este livro, desde a escrita da autora que simplesmente encanta a cada palavra até à personalidade forte de algumas das personagens que felizmente nos acompanham ao longo da série.
Sendo o primeiro de uma série, tinha uma grande carga sobre os ombros, sei que podemos ler estes livros por qualquer ordem, no entanto, é preferível começar pelo primeiro porque se passarmos directamente para o segundo vamos encontrar lacunas que facilmente teriam sido ultrapassadas se lêssemos o primeiro, penso que este livro é completo na medida em que faz o que lhe é proposto, introduz, seduz e faz ansiar por mais.

Ao longo de toda a narrativa vão-nos sendo apresentadas personagens que facilmente podem ser amadas ou odiadas em diferentes momentos desta. De um lado temos Açor, o típico macho dominante e lorde do clã que todos adoram e respeitam e a quem as mulheres são incapazes de resistir, do outro temos  Adrienne que é a típica mulher presente destemida, de nariz empinado e nada dependente do sexo masculino, escusado será dizer que torná-la prisioneira num tempo que não é o seu, sob os comandos de um homem que não está habituado a ouvir "não" será a receita para um desastre que tem tanto de catastrófico como de hilariante.
As personagens secundárias são bem mascaradas ao longo da trama e o vilão, ou pseudo vilão endiabrado, consegue fazer-nos ter vontade de ir lá e puxar-lhe uma daquelas orelhas, mas como não o podemos fazer ficamos a roer as unhas até que o desenlace aconteça, esperando sempre que se vá desenrolar pelo melhor dos caminhos.

Em suma, fico feliz pelo trambolhão que dei com esta narrativa e espero que de alguma forma tenha conseguido aliciar-vos a tentar ou a dar uma segunda oportunidade a esta senhora, mas como sabem, sou suspeita, adoro highlanders e não pretendo desfazer-me deles tão cedo.

Como não podia deixar de ser, fica a banda sonora que me acompanhou. Escolhi esta música porque a nossa casa é onde o amor está independentemente da distância que nos separa, seja ela real ou temporal: