#1 2015 Reading Challenge

Lá pelas 5 da manhã do dia 1 de Janeiro de 2015 (vá invejem-me), consegui completar uma das metas do desafio literário:
 - Um livro que consegues terminar num dia

O escolhido para esta categoria foi nada mais nada menos que:

Sinopse: 
Da mesma autora das obras A Estalagem de Rose Habor e O Abrigo da Esperança, que foram publicadas pela Presença nas «Grandes Narrativas», um novo título daquela que já é considerada por muitos como a nova rainha da ficção romântica.

O Brilho das Estrelas é uma história sobre o encontro entre uma jornalista ambiciosa e um escritor demasiado solitário, ambientada no extremo Norte dos Estados Unidos e iluminada pelo esplendor dos céus do Ártico. Duas personagens implausíveis envolvidas em sentimentos demasiado intensos para se adequarem ao quadro de vida de cada um, narrada com frescura e leveza e que arrebata o leitor num mar de emoções até ao final do livro.

Porque o Natal é a época do amor e das segundas oportunidades, este é o romance de Natal perfeito de Debbie Macomber, autora bestseller internacional.

Opinião:

Em primeiro lugar quero dizer que estou bastante satisfeita por ter adquirido este livro, foi uma agradável surpresa e, apesar de ser um bocadinho cliché conquistou-me completamente.
As descrições do Alaska são tão bem estruturadas que podemos sentir a nossa pele a rasgar com aqueles ventos gélidos (hipérbole eu sei, mas soube tão bem) e o nosso coração a aquecer pouco a pouco a cada virar de página à medida que o romance se instala.
Carrie é um espiríto independente e determinado que procura afirmar-se no mundo do jornalismo, mas até então foi sempre barrada e confinada à página dos mexericos da sociedade, achei interessante a autora ter-lhe dado algum sentimento de ambição e alguma frieza para aceitar o trabalho que o chefe lhe deixou nas mãos.
Finn, bem o Finn é o típico homem das cavernas, completamente guterral mas estupidamente querido, enfim, fez-me querer ir ter com ele e apreciar aquela paisagem consigo e um belo de um chocolate quente.
Posso dizer-vos que devorei este livro num instantinho e mais, ri-me que nem perdida durante grande parte da leitura, são simplesmente deliciosos.
Há ainda de salientar que é uma história muito muito levezinha, a autora fez por isso, tive imensa pena que o final fosse condicionado pelo número de páginas, eu queria mais, aliás ainda quero mais, este livro deixou-me um sentimento de saudade e nostálgia que dificilmente será preenchido sem que o volte a ler mais tarde.
Se procuram uma história divertida, fofinha e arrebatadora dentro do que já estão mais que habituado de ler, força, aconselho vivamente e acreditem em mim, podem lê-lo em qualquer época do ano apesar da sua referência ao Natal e ao Dia de Ação de Graças. 

E como não podia deixar de ser, deixo a banda sonora que me acompanhou e mais me faz lembrar deste pequeno tesouro que li :)

Coldplay - Yellow 

 
 

Desafios para 2015

Pela primeira vez em largos anos de blogger, decidi partilhar com vocês outras das minhas paixões - A leitura.
Como tal tomei a decisão de me aventurar em 2 desafios literários para este ano, sendo eles:


Goodreads 2015 Reading Challenge:
Toda a gente o conhece e este ano cometi a loucura de achar que vou ser capaz de ler 40 livros, em 2014 li 38, portanto mais 2 não deve ser dificil de atingir.

Imagem retirada do blogue infinitomaisum

2015 Reading Challenge:
Neste desafio temos de ler um livro para cada um dos tópicos presentes na lista da imagem, não podendo utilizar o mesmo livro para eliminar vários itens. Não sei no que isto vai dar, mas vamos lá tentar!!


Já agora, este ano decidi armar-me em critica literária e começar a postar opiniões de alguns livros que vou lendo. De momento encontro-me a publicar essas mesmas opiniões no blogue "Livros no tempo" http://livrosnotempo.blogspot.pt/ . Apareçam e comentem :)
P.s: alguns livros terão opinião neste blogue porque já se encontram opinados no blogue assim referido pela sua administradora. 


Não gosto de meias medidas e também não sou de conversas de copo meio cheio sobre a mesa. 
Tenho uma capacidade infinita (perdoem-me a falta de modéstia) de me transformar naquilo que espero que consiga agradar-me até me sentir completa, mas toda a gente sabe que quanto mais nos modificamos mais nos distanciamos do que realmente somos porque no fundo sempre soubemos que as rachadelas estão lá e vão continuar a rasgar a nossa pele de papel por mais que retoquemos a fachada.
Podia falar de nudez, de superficialidade carnal, mas não me apetece, até porque não gosto de falar do que reveste os meus ossos, no entanto até gosto de mostrar as cicatrizes, se sobrevivi quem me garante que isso não faça do meu corpo tela a pintar? Ei ei, não estou a dizer que sou sado nem nada do género (nada contra quem é, até os admiro, sentir prazer com a dor, nem toda a gente se pode gabar disso), no entanto, gosto de saber que estas marcas que aparecem na minha capa horrenda se tornam parte da história que mais tarde terei para contar.
Não gosto de meias medidas e também não sou de conversas de copo meio cheio sobre a mesa.
 Sabem aquelas pessoas que vos irritam? Essas! Essas mesmo! Aqueles seres que abominam e vos apetece amarrotar porque simplesmente existem são nada mais nada menos que pessoas mal resolvidas, vivem para não deixar viver porque não sabem como viver. Eu tenho pena, pena de não ser capaz de viver sem deixar de viver, seria tudo tão mais fácil...mas porquê escolher o caminho mais fácil quando são os obstáculos que nos fazem sentir aliciados a manter a teimosia de sobreviver? Pois bem...venham aqueles com problemas por resolver que eu até ofereço o meu copo para amainar a dor de cotovelo e até posso pensar no caso de lhe dar o tratamento para a falta de que fazer (sim, mando-os fazer o meu trabalho, agora riam-se).
Não gosto de meias medidas e também não sou de conversas de copo meio cheio sobre a mesa.
Sabem que mais? Nem bebo, mas um copo cheio pode ser de água certo? Não me levem a mal a abstinência ao alcool, mas se já sou chata assim sóbria imaginem o que esta cabeça podia magicar se tivesse o empurrãozinho certo...E lá estou eu a dizer barbaridades, estão a ver?
Acho que perdi o medo de calcar os estilhaços de vidro, afinal quem partiu o copo fui eu né? Maldita desastrada!