Há certas coisas que levam o seu tempo até serem encaradas da forma correcta ou entendidas por nós, muitas vezes nem nos apercebemos do que perdemos quando tomamos algumas decisões, estive perdida durante um tempo, tempo esse que agora me pareceu longo demais, como pôde ser tão estúpida ao ponto de ficar tanto tempo longe de Ti?
Se calhar perguntas o mesmo...não sei...mas certo é que me completas, toda Tu e toda Eu, nos completamos num Universo que apenas as duas compreendemos...chega até a ser irritante a facilidade com que completas os meus raciocinios ou as minhas frases, mas sabe bem. Sabe bem saber que apesar de tudo, de toda a loucura que passa pelas nossas cabeças existe pelo menos uma pessoa no Mundo que nos entende. Conheces-me como a palma da tua mão, já perdemos conta ao tempo, risadas e momentos que compartilhamos mas sabes o que mais gostava de sentir agora? O teu abraço, forte, apertado e prolongado, precisava disso sabes? Gostava de ser capaz de transpor o telemóvel ou até mesmo o computador, estar aí, para ti, para mim, para nós, queria ver-te sorrir e rir tal e qual a forma como eu imagino, queria partilhar um gelado contigo, mandar um bitaite a um moço jeitoso contigo, gargalhar rua fora e arranhar a garganta de algumas parolas que nós cá sabemos. Queria...quero...e vou ter, mais cedo ou mais tarde, eu sei que sim, sinto que esta amizade ( embora outrora esquecida) tem muito para dar, demasiado para viver e ainda mais para florescer, somos diferentes, temos uma maneira particular de avaliar e debater as coisas, somos nós, no fundo que fazemos a vida uma da outra girar, uma compreensão que nasce a cada letra, um entendimento quase ilusório que só as duas compartilhamos. Somos duas, mas podiamos ser uma, mas já que não é possível, epa...pelo menos que caminhemos nesta merda de vida de mão dada...

Obrigada pela presença constante, pela risada, pela música mas acima de tudo obrigada por me teres deixado conhecer e querer proteger a pessoa maravilhosa que és :)

Adoro-te




Este sopro que apaga a vida em mim
Conta a história de uma alma encarcerada
Uma alma perdida
Esquecida
Amarrotada pelo tempo.

Um vazio que se enche da solidão
Uma fraqueza que me faz tudo transformar
Uma matéria modelar que se começa a degradar
Um respingar que rapidamente se evapora.

Esta fome de quer atormenta a minha respiração
Enfraquece a minha voz
Rompe o meu corpo
Deixando-me assim, escarnecida.

O exagero apaga a réstia de sanidade
Esta loucura que me abarca, dói
Uma dor aguda, que ensurdece
E suga toda e qualquer vida que ameace pisar a linha.

Sinto-me meramente ancorada
Sem rei nem rumo
Afastada de tudo e todos
Sozinha e sem vontade para me preocupar.

Existe ainda um zumbido
É irritante
Começa a dar vontade de matar o bichinho
Assassina? Talvez…

Uma psicopatia que invade as minhas mãos
Um sangrar interior que chama por um saciar quase desumano
Um jorrar de vontades e ações que encantam a minha maldade
Um querer de não querer que rejuvenesce a cada quebra.

Um entorpecer retorcido que me faz perder a razão
Razão essa que se alabirinta na mente
Afrouxa-me, faz-me ter medo e desejos que temo não conseguir controlar
Esta sou Eu, num estado pseudo ambulatório
Um zombie bem vivo, um sopro de vida parcialmente extinto
Uma maldade fria, agoniante e sem limites mentalmente compreensíveis.