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É na solidão de um dia Invernoso que te apercebes que aquela sensação fria entranhada na tuas veias não é nada mais do que a saudade que aperta esse coração.
Vais sentir-te fracassar quando olhares e realmente assimilares que ninguém vai parar para impedir que a chuva te gele os ossos. 
O Inverno lembra-te de que as pessoas são como um puzzle, cada mão é o perfeito encaixe para os dedos que te eriçam as terminações nervosas quando as tuas palmas encontram as palmas de um outro alguém que te faz tremer, não de frio, mas de um medo incompreensível de te entregares.
É assim que vês que aqueles que te contam histórias de sentimentos e sensações utópicas talvez não estejam a dever tanto tempo à sanidade quanto isso, aliás, começas a ponderar se a tua própria sanidade não depende de uma entrega que não estás disposto a dar. 
Começas a olhar em volta à procura da anormalidade, daquela estupidez incessante que te fará sorrir e rebentar de fúria ao mesmo tempo que te deixas abraçar por alguém ou alguma coisa que te preencha as falhas, porque no fim do dia sabes que quando regressares a casa será como se a vida de alguma forma te sorrisse.
Mantens-te simpático só para que te achem são, quando na realidade estás numa luta constante contra a tua própria loucura, deixas que ela te corroa e, ainda que estejas a cair aos pedaços não o vais admitir...não, admitir é mostrar a fraqueza que queres esconder e isso não te faz sentir capaz de atravessar a inundação que se avizinha.
Apercebeste porém que tens de viver como se a qualquer momento alguém te fosse matar porque mais vale morrer que fingir viver numa solidão que não passa na primavera, não aquece no verão e não se renova no outono.
Escolhe a tua vida, constrói as tuas amizades, recebe e aproveita cada tipo de amor que te atropele pelo caminho, não te escondas mais atrás do guarda chuva, deixa a chuva entrar e lavar poeira que te impede de respirar, dança debaixo de chuva e afirma-te. Permite-te ser Tu, mas acima de tudo permite que o teu Eu de amanhã seja sempre mais feliz e realizado que o de ontem.


Opinião - Fangirl de Rainbow Rowell - Edições Chá das Cinco

Boa tarde Novelitos! Para terminar bem esta semana venho dar-vos a conhecer a minha opinião sobre o livro Fangirl!





Edição/reimpressão:2015
Páginas: 448
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897102097

Sinopse
Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?

Opinião

Quem já segue o blogue há algum tempo sabe que, apesar de ter adorado, tive alguns problemas com o livro Eleanor & Park, pela sua estrutura e pelo seu conteúdo e posso dizer-vos que Fangirl não lhe ficou muito atrás.
Ao longo da narrativa vamos conhecendo melhor as duas gémeas Cath e Wren que contrariamente ao que se pode esperar de um duo de gémeas que toda a vida partilhou os mesmos gostos, espaços e vida se transformam em dois indivíduos que interpretam o desenvolvimento pessoal de duas formas completamente diferentes. Se por um lado Cath quer que continuem a ser a sombra uma da outra e até partilhem o mesmo quarto na faculdade, Wren tem outros planos, esta pretende adquirir algumas noções de independência e afirmar-se dentro da universidade através das saídas e do conhecimento de novos ambientes e pessoas. Cath é introvertida e ao se ver confrontada com a ausência da sua melhor amiga e a companhia de uma colega de quarto que em nada tem a ver consigo ou com as pessoas com quem esperava ter de lidar começa a entrar numa espiral de emoções que nunca esperou sentir.
Cath e Wren partilham um guilty pleasure, o gosto pela série de livro de Simon Snow e , por terem crescido num mundo onde se valoriza em grande escala a fan-fiction, Cath encontra o seu refúgio em fóruns e no seu blogue que se torna a sua única porta para o mundo exterior. 
Dispensava claramente os excertos da série, no entanto, entendo que tendo em conta a personalidade de Cath e a bagagem da sua personalidade de certa forma a sua existência transporta-nos de capitulo em capitulo para o que possivelmente se irá passar com a protagonista, isto é, é como uma introdução para os obstáculos ou acontecimentos que poderão suceder ao virar da página.
Tenho a dizer-vos que adorei a Reagan, apesar de inicialmente me parecer tresloucada e um pouco irritante com o avançar da história percebi qual era a sua função e o porquê de ser uma personagem que causa um choque inicial tão forte em Cath (Leiam e compreenderão).
Não gostei tanto do Levi, achei-o exageradamente chato, e com isto quero dizer que me pareceu muito insistente, apesar de compreender que a Cath necessitava daquele empurrãozinho para sair da concha não consigo compreender porque é que o rapaz tinha de ser tão irritante e insistente.
Gostei imenso da Cath porque me identificaria com ela em alguns momentos da minha vida, a sua introversão e a sua necessidade de escrever para deixar que as outras pessoas notem a sua capacidade e consigam entrar na sua mente criativa fizeram-me pensar que se calhar também já fui assim, também precisei daquele empurrão e também me assustei quando entrei na Universidade e me deparei com um mundo completamente novo e em parte assustador.
A paixão pelos livros é outro ponto a favor desta narrativa, qualquer leitor que se preze vai rever-se nestas páginas e abraçar de corpo e alma esta narrativa young adult que tanto se pode aproximar do que em adultos ainda somos capazes de sentir e vivenciar. Quem não queria dar um rumo diferente a uma personagem? Que nunca pensou em continuar uma história que de certa forma lhe pareceu estupidamente inacabada? Quem nunca teve vontade que um livro/coleção não acabasse e desejou que o autor nunca deixasse que esse dia chegasse? 
Pois é, todos nós já passamos pela fase de descontentamento e pela fase de "tão bom que soube a pouco" e não é nada agradável.
Tenho de salientar que não gostei do romance, achei-o morno, demasiado forçado e ligeiramente aborrecido, parece-me que Fangirl nos quis dar outra lição que não a da menina acanhada que conhece o rapaz extrovertido, na minha opinião, tratou-se mais de uma viagem introspectiva de reconhecimento que através dos seus obstáculos e desafios mostrou a Cath que a vida é muito mais que quatro paredes, um computador e um local onde escrever. 
Em suma, gostei do livro, do enredo, mas retirava-lhe claramente o romance porque não acrescentou nada de interessante ao livro. 
Fangirl devia ser lido por aquelas pessoas que estão a mudar de vida, a perder o pé ou a sair da zona de conforto porque lhes mostrará que às vezes é nessa mesma incerteza que redescobrimos que além de nos podermos adaptar também podemos ser felizes fora da caixa.




Tag # 3 - My Top5 Anime Music

Durante a semana passada fui marcada pela Raquel do blogue Raquel Collin para realizar uma Tag relacionada com anime e música onde teremos de apresentar o nosso TOP 5 de músicas de anime que nos marcaram ou das quais gostamos.
Cá vai o meu TOP 5 , com muita dificuldade na escolha :p


  • #5 - True Light -Byakuya - Esta música é a opening songo do anime DNAngel, sei que voz do senhor não é muito interessante, mas adoro a letra (vi tradução, sou uma batoteira, shame on me!) e o seu instrumental, principalmente o solo de guitarra lá no meio :) O anime também é bem engraçado, não os meus favoritos, mas interessante :)


  • #4 - Zoetrope -  Nagi Yanagi - Esta música é estupidamente viciante, e se virem a Opening do anime a que está associada notarão que o refrão praticamente faz com os elementos presentes no animação dancem ao som das suas notas. Detestei o anime, mas a música ficou-me sempre na cabeça.


  • #3 - I will - Chelsy - Mudando agora para as baladas, escolhi uma das músicas que faz parte da banda sonora do anime Ao Haru Ride. Além do anime e do manga serem uma fofura, esta música é simplesmente bonita, desde a sua melodia à sua letra que transporta para o ouvinte uma lição de amor :) (estou a pensar fazer uma cover dela, mas logo se verá)


  • #2 - Akatsuki no Hana - Cyntia - Não é novidade para ninguém que um dos meus animes favoritos de todos os tempos é Akatsuki no Yona e qualquer uma das músicas da sua banda sonora poderia estar aqui, mas optei por escolher aquela que transmite a mensagem do anime e do crescimento da protagonista :)  Esta banda sonora transporta-nos para um japão passado e é extremamente relaxante, não deixem de ouvir as outras músicas. Não encontrei uma versão completa, por isso, deixo-vos a opening do anime.


Algumas pessoas sabem que fiz um cover accapella desta música, mas quem não sabe e possa ter curiosidade em espreitar deixo-vos aqui também o link para ouvirem (por favor não me matem depois). Podem aceder à cover aqui:

  • Nee - Maiko Fujita - Esta é sem dúvida a música mais fofinha de sempre e da qual gosto mais no que se trata de anime. Trata-se da Opening da primeira temporada do anime Hiiro No Kakera (um dos meus favoritos de sempre!) e como vos disse na opinião sobre este anime foi escrita especialmente para a sua história :)




Pronto meus Novelitos cá está o meu top 5, poderiam estar aqui tantas músicas, se depois quiserem posso partilhar outras com vocês. Se vos interessar deixem nos comentários por favor.
Sei que é suposto taggar alguém, mas como ainda não sei quem de vocês tem blog ou gosta deste género de animação deixo ao vosso critério, quem quiser faz e depois vem cá ou ao facebook e mostra-me o seu top 5!


Opinião - O Baloiço Vazio de Carla Lima - Pastelaria Studios Editora

Bom dia Novelitos

Estou de volta! Hoje vamos ter por aqui alguns posts (ou assim espero) porque merecem que isto esteja atualizado!
Vamos começar com a opinião de um livrinho que li mesmo no final do ano de 2015 e que se encontra ainda a passatempo aqui no blogue. Não se esqueçam de participar, a autora foi super simpática e vai oferecer um exemplar autografado ao vencedor ou vencedora!



Edição/reimpressão:2014
Páginas: 85
Editor: Pastelaria Studios Editora
ISBN: 9789898629449

Sinopse

Excerto
"Eu deitada na cama, de barriga para cima, com os olhos fechados e os braços cruzados sobre o peito,
- O que estás a fazer?
-Estou a fingir que estou morta
- Porquê?
- Porquê me apetece. Importas-te?
- Mas porquê?
- Porque antes estar morta do que viver assim
- Assim como?
- Numa prisão
- Numa prisão?
-Estou presa a ti
- Estamos presos um ao outro
- Nem a fingir de morta me deixas em paz"

Opinião

Uma das coisas que mais me intrigou neste livro foi a sua capa, não se sabe muito bem qual a associação entre Ilustração-Título e só a vamos desvendando ao longo da leitura, mas garanto-vos que no final fará sentido.
Como devem ter reparado, este livro não tem sinopse, em vez disso apresenta-nos um excerto que nos transporta diretamente para o que poderemos esperar com a sua narrativa, no entanto, apesar de parecer simples e bastante óbvio a autora foi capaz de atribuir algumas reviravoltas que nos conseguem surpreender porque são reveladas na altura em que o leitor pensa que já viu tudo.
Este livro está dividido de uma forma diferente, temos os capítulos em numeração romana, acompanhados por uma citação de alguma personalidade literária ou social e durante a extensão do capitulo vamos encontrando pequenos excertos de momentos passados, presentes e futuros da vida dos personagens. Inicialmente pode parecer confuso porque não estamos habituados a esta nomenclatura, mas com o decorrer da narrativa vamos deixando que as personagens entre na nossa mente e já se torna mais fácil o acompanhamento do acontecimentos mais saltado.
A nossa protagonista prende-se a um homem, a um amor que vai sendo descrito de 3 formas completamente diferentes, desde o seu inicio inocente, até ao final derradeiro de uma paixão que estava condenada a ser dolorosa, abusiva e efémera.
Gostei tanto que a autora tivesse recorrido a uma abordagem centrada nos pensamentos da protagonista e a técnicas de humor negro que me ajudaram a desanuviar enquanto me sentia completamente invadida pelo negativismo que poderia rechear algumas páginas daquele livro.
Posso dizer-vos que o li em menos de uma hora, é pequenino, mas carregado de emoções que nos vão mostrando que a vida nem sempre é como queremos e às vezes a melhor solução não é fugir, mas fazer as pazes com o nosso coração, ainda que isso implique libertarmo-nos de algo ou alguém que nos coloca o travão na felicidade que imaginávamos ter.
A destruição de sonhos, a vingança, o abuso de poder numa relação são sem dúvida os momentos mais marcantes desta narrativa, que poderia ser tão leve pela sua estrutura, mas se torna tão difícil de folhear porque não queremos que aquilo que pensamos que vai acontecer, aconteça, afinal, nunca aceitamos muito bem os finais mais trágicos.
O Baloiço vazio é para aqueles leitores que não têm medo de se surpreender e de dar uma oportunidade ao que pode parece estranho ou demasiado condensado para ter alguma presença no seu Universo literário. Se gostam de ser surpreendidos, de ler de fio a pavio num curto espaço de tempo e de narrativas agridoces carregadas de uma mistura de emoções paradoxais, leiam-no, vão gostar.

Para adquirirem o livro podem contactar a sua autora através da página do livro aqui ou em qualquer livraria (na wook está esgotado, tentem a Bertrand)



Review/Opinião Tokyo Treat

Boa tarde Novelitos

Hoje venho trazer-vos a minha opinião sobre os produtos e serviço da caixinha de subscrição Tokyo Treat.

A Tokyo Treat é uma empresa que se encontra sediada em Tóquio e faz chegar a todo mundo (com portes grátis para qualquer parte do mundo) alguns dos doces e snacks mais apreciados no Japão, directamente da sua fonte, o Japão.

As caixas de subscrição estão divididas em 3 tamanhos: Small que contém 5 a 7 produtos em tamanho full size; Regular que contém 8 a 12 produtos em tamanho full size e pelo menos um deles pode ser um kit DIY e por fim a Premium que contém 13 a 17 produtos em tamanho full size onde 2 são kits DIY e 1 trata-se de um produto especial que apenas encontramos na caixa premium que pode ser uma bebida, um kit DIY especial ou outro tipo de produto não comestível como um boneco, porta-chaves, etc. Qualquer uma das subscrições pode ser cancelada a qualquer momento.
Para mais informações cliquem na imagem, serão direcionados para o site da Tokyo Treat!



Para esta review recebi a caixa Premium  referente ao mês de Novembro de 2015 que contém 15 produtos.

Como podem ver esta caixinha também nos traz uma espécie de flyer que nos permite saber o que recebemos e a que mês a caixa se refere. Neste caso podemos ver quais o itens que compõe a caixa small (são os 5 primeiros), a caixa regular ( os 5 produtos da caixa small mais os 5 produtos apresentados na coluna regular) e por fim a caixa Premium que engloba todos os itens apresentados no flyer.


Sato Petite Pack of Meiji Bamboo Shoots


Este foi um dos produtos que conquistou quase todos, são pequenas bolacinhas em forma da bambu cobertas de chocolate de leite. Têm um tamanho bastante adequado para servirem de snack porque são fáceis de transportar. Têm um sabor muito suave e doce que agrada tanto a crianças como a graúdos pela sua simplicidade e familiaridade associada às bolachas que encontramos cá. Gostei bastante!

Doraemon's Cup Chocolate



Este copinho ilustrado pela personagem do anime Doraemon que certamente vos acompanhou na vossa infância foi outro dos produtos que me surpreendeu. Pela imagem representativa da embalagem pensei que seriam uma espécie de Dorayaki (aqueles bolinhos que o Doraemon estava sempre a comer), mas estava enganada, tratam-se de bolinhas bastante crocantes cobertas com chocolate. São parecidos com os Maltesers mas mais secos, a parte crocante sobrepõe-se ao chocolate, no entanto, o sabor é bastante agradável. De salientar que oferece um autocolante para colecionar relacionado com a série. Gostei!

Glico's Pretz Mild salad


Esta embalagem adorável contém aqueles pauzinhos de água e sal (pretz) com um ligeiro sabor a salada. Para ser sincera não achei que tivessem um sabor muito acentuado a salada, aliás creio que apenas senti um ligeiro sabor a azeite ou a um condimento que não consegui identificar. Acompanham muito bem café e são óptimos para levar na mala e comer em qualquer lugar. Recomendo para quem não se importa de comer bolachinhas de água e sal!

Meji's Curry Curls


Estas batatas sabem a caril e atribuem um sabor oriental à caixinha que recebi. Sou uma apaixonada por caril e posso dizer-vos que estas batatas não fogem nada ao sabor tradicional do caril. São leves, ligeiramente picantes e fenomenais! Gostei e recomendo!

Umai- Bou 3 set


Achei engraçado receber este produto nas duas caixinhas e por incrível que pareça recebi 6 sabores diferentes como tal, fui novamente às escuras para a prova destes meninos. Mais uma vez posso dizer-vos que não foram dos meus favoritos, são muito intensos e o cheiro é bastante forte, no caso do roxo com o cientista maluco chega mesmo a ser enjoativo. Para quem gosta de snacks compactos e com cheiro e sabores intensos este é o vosso produto, mas para mim não funciona, não consigo comer um inteiro.

Kracie's Fun Ramen Shop


Chegou a hora de vos mostrar o primeiro kit DIY que é uma representação doce da tradicional sopa com noodles japonesa, o Ramen.
Diverti-me imenso a fazer isto com a minha prima e a minha mãe, parecíamos todas um bando de crianças a seguir as instruções. Quando deitamos a saqueta azul na água sentiu-se logo um cheirinho a refrigerante e a massa que fez aquela espécie de rissóis, o ovo e aquela estrelinha é bastante semelhante à pasta de açúcar que usamos actualmente para fazermos aqueles bolos de cake design, por isso nada poderia correr mal.
A melhor parte foi mesmo fazer os noodles é extremamente fácil e divertido!
Não posso dizer que saiu exactamente como a imagem da embalagem, mas ficou bonito :)
Quanto ao sabor, tenho a dizer-vos que não esperava que fosse tão doce, chegou mesmo a tornar-se um pouco desagradável todo o sabor adocicado que chegava às papilas gustativas, no entanto, a pasta e os noodles eram bastante bons!

12 grains LOOK (harvest la mode fruitful)


Este produto permite-nos fazer uma pequena viagem por alguns dos sabores produzidos nas quintas japonesas. Ao abrir a embalagem sentimos logo um aroma agradável a fruta que nos faz crescer água na boca.
Os sabores que podemos encontrar são: abóbora, uva, avelã e batata doce.
Não sabemos qual é o sabor que nos vai calhar até trincarmos o chocolate, a mim saiu-me o de uva e mais uma vez tenho a dizer-vos que não desgostei, não sei, mas os japoneses conseguem atribuir aos produtos de uva um sabor bastante agradável.
Gostei muito e adorei o factor surpresa associado à experimentação e degustação de sabores que normalmente não provaria!

Yaokin Rice Cracker


Estas bolachinhas de arroz sabem a tudo menos arroz, aliás atrevo-me a dizer-vos que me sabem àqueles cones de baunilha que compramos quando pedimos um gelado de bola no verão.
São muito boas e se as barrarmos com Nutella ainda sabem melhor! Experimentem :D

Gummy Maru Takeshi Grilled Egg


Segundo consegui perceber este é um dos doces mais antigos do Japão e bastante apreciado pelos japoneses. Trata-se de goma de gema de ovo. Ao provar fez-me lembrar da gemada que a minha avó faz quando estou afónica porque tem exatamente o mesmo sabor, só que ainda mais doce. Adorei! Não consigo comer uma tira completa de uma vez, mas para ir saboreando é perfeito!

Traditional Set


Mais um doce tradicional com mais de 70 anos! Parecem pastilhas elásticas, mas são gomas têm uma consistência mais dura e são mais vidradas que as gomas normais, mas têm um sabor a cereja muito agradável. Gostei. mas acho que a caixinha não é muito adequada para transportar após aberta, isto é, não se consegue manter as gomas no lugar e facilmente se espalham pela mala.

Meiji's Mushroom Mountain DIY Snacks


O segundo kit DIY é fabuloso, tanto a nível de sabor como a nível de execução. É extremamente fácil de fazer e muito bom. Durante a sua execução podemos escolher se o nosso cogumelo de chocolate terá apenas um sabor ( baunilha, chocolate de leite ou morango) ou os 3 ao mesmo tempo. As canetas são super práticas e o chocolate solidifica muito rápido depois é só distribuir pelos gulosos da família!
São muito bons, mas o meus favoritos são sem dúvida os de chocolate de leite!

Chilled Candy (Ginger and Honey)


Nesta edição da Tokyo Treat também fui presenteada com uma bebida. Mal puxei a anilha senti logo o cheirinho a especiarias, apesar de não gostar do sabor adorei o aroma que saía da latinha.
Achei a bebida demasiado doce, mas para quem gosta do sabor adocicado do mel e de especiarias como o gengibre talvez encontre nesta latinha um tesouro vindo do Japão :p

Glico's Capri Cocotte Strawberry & Vanilla


Estes chocolates além de terem a forma mais adorável de sempre, são extremamente deliciosos! Apesar de não ser grande fã de doces com sabor a morango este é tão subtil que conseguiu deliciar-me. Estes corações são bicolores e conseguimos ver as cores a misturar-se desde o rosa/branco do topo até ao castanho/rosa/branco da parte de trás do coração. São viciantes!

"Assassination Classroom" Sugar Cola Flavor Chewy Candy


Para quem é fã de mangá certamente conhecerá este sorriso simpático que decora a embalagem do produto, achei engraçado que haja uma grande alusão a mangá ou anime até mesmo nos doces e snacks japoneses. Estes rebuçados são uma bomba de sabor, inicialmente são extremamente ácidos, mas à medida que nos vamos habituando presenteiam-nos com um sabor mais suave a coca cola. Gostei, mas custou-me aguentar a acidez!

East Pigeon Pokemon Milk Snack

Em primeiro lugar quero falar-vos desta embalagem adorável com o Pikachu, achei extremamente fofa a referência a um dos animes que mais vi quando era criança - Pokemon. Em segundo lugar tenho a dizer-vos que achei este produto infantil bastante completo, como podem ver além da ilustração traz ainda um labirinto para desafiar as crianças! Relativamente ao produto propriamente dito, não gostei, sabia-me só a manteiga carregada de açúcar, não consegui sentir o sabor a milho, no entanto posso dizer-vos que é bastante crocante!



A caixinha trazia ainda uma pastilha elástica de morango que ainda não provei, mas que me faz lembrar as que comprava quando era criança e que traziam um autocolante colado no papel que as embrulhava :) Certamente não estará longe dessa iguaria de infância :D


Bem, em suma vale a pena o tempo, o dinheiro que se dá e a espera. Esta caixinha é bastante completa, é enorme e traz produtos de bastante qualidades. Não deixem de experimentar!

 Podem consultar o site e usufruir de todas as suas ofertas através do link : 


Beijinhos e boas leituras*

Review/Opinião - Japan Crate

Boa Noite Novelitos

Hoje trago-vos um post ligeiramente diferente. Como viram na página do blogue recebi na semana passada uns miminhos que fiquei de provar para vos contar o que achei de cada um deles, mas em primeiro lugar quero-vos apresentar a empresa que gentilmente cedeu esta caixinha ao meu blogue.

A Japan Crate é um empresa sediada nos Estados Unidos da América, mas que tem como intuito fazer chegar a todo o mundo algumas das iguarias que poderíamos encontrar no Japão como: doces, snacks e bebidas.

Podem adquirir a vossa caixinha através da realização de uma subscrição que poderá ser de apenas um mês (caso só queiram experimentar, por exemplo), de três meses, de seis meses ou de 12 meses, obviamente que quanto mais tempo subscreverem maior será o desconto que terão na subscrição, poderão ainda cancelar o vosso plano a qualquer momento.

Para além de haver a hipótese de escolher o tempo de subscrição, a empresa ainda nos permite escolher o tamanho da caixa que pretendemos receber. As caixas estão divididas em 3 categorias: Mini, Original e Premium (como mostrar a figura, se clicarem serão direcionados ao site da Japan Crate).


A caixa mini contém entre 4 e 5 Itens, a caixa original contém os produtos da caixa mini mais alguns adicionais e pode ter no seu interior 8 a 10 itens e por fim a Premium contém todos os itens da mini e da original mais alguns adicionais e pode conter entre 12 e 14 itens. As duas últimas trazem um kit DIY, ou seja, faz tu mesmo que nos permite divertirmo-nos a fazer os nossos próprios doces.
A caixa premium traz ainda um produto surpresa que poderá ser de comer ou não.
Lembrem-se que todos os meses as caixas são diferente e não sabemos o que vamos receber até as abrirmos. Este serviço é ideal para aquelas pessoas que adoram surpresas!
P.s: todos os meses há um sorteio que permite ao seu vencedor ganhar a Sugoi Crate que é uma caixa que contém produtos de luxo, de colecionador ou até mesmo tecnológicos.

A caixinha que eu recebi é a de Dezembro de 2015 e é uma PREMIUM que contém 12 Itens.


Dentro da caixa podemos encontrar uma espécie de revista que nos permite saber o que vamos provar, ler um pequeno capítulo de mangá que tem vindo a ser continuado ao longo das edições mensais da caixa (recebi o capitulo 6), se houver algum doce ou snack tradicional ou que seja de renome no Japão também nos permite conhecer melhor a sua confecção e história, deixa-nos ver quais o prémios da Sugoi Crate do mês, mostra-nos quais as festividades que celebram naquele mês, quais os doces ou pratos típicos da época, locais a visitar,curiosidades e ainda nos ensina algumas palavras ou expressões em japonês quer fonéticamente quer graficamente através do alfabeto japonês. Para finalizar este folheto traz as instruções do kit DIY em inglês para facilitar aos estrangeiros a sua interpretação e correta execução.


Cheese, Tonkatsu e Veggie Salad Umaibo



Estes rolinhos salgados foram sem dúvida aquilo de que menos gostei, tal como o nome indica saberiam a Costeleta de Porco, Salada Vegetariana ou Queijo, têm um cheiro intenso que não atravessa a embalagem e, por isso, não conseguimos adivinhar qual o sabor que vamos provar até abrir a saqueta e cheirar.
Devo confessar que a que mais me custou experimentar foi a Veggie Salad porque tinha um sabor bastante intenso e ligeiramente desagradável devido ao exagero de cebola que me pareceu sentir, por outro lado, a que achei mais comestível foi a de queijo porque se assemelhava imenso ao sabor os Cheetos, mas que ainda assim enjoava bastante. Acredito que quem gostar de snacks bem condimentados e que encham no final da embalagem tem aqui uma opção porque bastou-me comer 1/4 de cada um para ficar cheia.

Bad kid Beer e Awa Moco Moco



Estas duas saquetas são como os nosso Tang, ou seja, misturamos em água e está pronto. A Bad kid Beer não tem nada a ver com a cerveja nem contém nenhum teor alcoólico, segundo o folheto deveria saber a uva, a única coisa comparável à cerveja é a espuma que se forma quando misturamos o pó com a água. Não sei sinceramente ao que sabe, a espuma sobrepõe-se a qualquer sabor e impede que quem está a beber consiga sentir mais alguma coisa que não a sua presença.
O awa Moco Moco veio com sabor a melão, mas parecia uma limonada demasiado açucarada e ligeiramente gasificada, tornava-se enjoativo, não gostei.

Fujiya Lollipop Bag


Bem e para minha grande alegria veio uma embalagem de 21 chupa chupas com sabor a fruta. Podemos encontrar chupa chupas com sabor a maçã, uva, laranja ou morango. Este produto é bastante parecido, se não idêntico, aos que vemos nos nossos supermercados, no entanto este tem uma pequena particularidade. Os chupa chupas têm um sabor bastante suave, isto é, conseguimos facilmente identificar o que estamos a provar quer pela cor quer pelo próprio paladar porque não é uma guloseima muito doce e ao mesmo tempo prima pela presença de extracto de fruta bastante subtil, isto é, não sei porquê, mas acho que nestes doces o sabor a fruta é muito subtil, sabemos qu está lá, mas não é exagerado e fiquei bastante impressionada com o de uva, normalmente não gosto, mas este é muito agradável. O meu favorito é o de maçã. mas também não me importo nada de assaltar os de laranja :D


Hia Shuwa Cola


Só vos tenho a dizer uma coisa: ARRANJEM ISTO. Dentro deste saquinho temos 3 tipos de rebuçado com sabor a coca cola. Para quem gosta do sabor adocicado dos antigos Drops que se vendiam naquelas latinhas nos supermercados vai encontrar nos embrulhos vermelhos a sua perdição, quem gostar de alguma acidez e um ligeiro travo a manga vai-se perder nos rosa e quem gostar de acidez um bocadinho mais acentuada e de um recheio fluído vai adorar os laranja. Pessoalmente foi-me difícil escolher qual gosto mais, mas digo-vos que estou completamente apaixonada pelos rosa, têm a acidez no ponto e permite-nos uma viagem entre o ácido e o doce mais controlada e, a meu ver, interessante. Quem gostar daquelas gomas em forma de garrafa de coca cola não vai conseguir resistir a este saquinho!

Celio Lifeguard Drink


A bebida que veio na minha caixa foi a Celio Lifeguard Drink e era de mel e geleia real (um dos produtos que trazem informação da sua origem no folheto).
Estava um pouco apreensiva porque pensei que iria ser demasiado doce ou enjoativo, no entanto, surpreendeu-me.
Em primeiro lugar nunca imaginei que fosse uma bebida gasificada e em segundo lugar nunca pensei que me soubesse ao nosso Sumol de Ananás. Sei que parece estranho, mas não senti o travo a mel ou a geleia, para mim sabia a ananás e mais precisamente ao Sumol de Ananás que eu adoro. Se voltava a beber? Sem dúvida, adorei!


Pachishuwa Dynamite Melon Soda




Bem, este deve ser o produto que mais controvérsia causou nesta caixa, primeiro pela sua forma peculiar e segundo pela embalagem que diz Melon Soda.
Escusado será dizer que ao pegar nele e apertar me causou uma certa confusão, era demasiado escorregadio e fazia-me lembrar aquelas bolas anti stress.
Para desmistificar o que raio é aquela coisa de plástico no lado direito quero dizer-vos que se trata de uma palhinha, é suposto que bebamos por ali o seu conteúdo ou pela outra ponta que também poderá ser usada, atrevo-me até a dizer que isto foi criado com o intuito de ser partilhado, afinal tem duas hipóteses de saída.
Quando li o folheto apercebi-me que poderia colocar no frigorífico durante algum tempo afim de experimentar uma nova sensação de soda/gasosa então, decidi colocar o nosso produto no frio e aguardar.
Quando retirei do frigorífico fiquei bastante surpreendida, não só era bom como parecia gelatina! Juro-vos que conseguia extrair facilmente o conteúdo para uma taça e comer à colher, mas não sobrou para vos mostrar, isto de partilhar tem destas coisas.
Tem um sabor bastante agradável a melão e tem uma textura muito semelhante à gelatina. Gostei muito!

Naga-I Sawagumi Orange


Este produtinho é conhecido de todos nós, trata-se daquelas gomas gigantes que estão cobertas por aquela açúcar mais ácido que nos prepara as papilas gustativas para a chegada do sabor frutado da goma.
Gostei imenso e recomendo.

Black Bean & Soy Sauce Scones


Mais um produto que julguei pelos seus componentes. Nunca fui fã de feijão preto e, por isso, torci logo o nariz a estas meninas. Só vos tenho a dizer que fiquei feliz por ter provado isto, fez-me voltar à minha infância, ao tempo que andava atrás os Cheetos Futebolas. O sabor é tão, mas tão parecido com estes snacks que até assusta, são muito boas, são um snack com muitos anos e com muita história, mas que vale a pena experimentar, São fenomenais e viciantes!


Pocky - Demitase


Estes pauzinhos estão cobertos de puro chocolate negro e esta é uma edição limitada e de luxo deste produto. Como podem ver vêm acondicionados naquela saqueta preta e dentro de uma caixa dourada o que comprova a exclusividade do produto. No Japão existem produtos que apenas estão disponiveis durante um certo período de tempo e, por isso, tornam-se exclusivos e apresentam-se nestas caixas douradas.
Mais uma vez decidi seguir o conselho que nos dão no folheto e experimentei-os com um café bem quentinho, posso dizer-vos que é divinal. Podem comê-los sem acompanhar com nada porque não têm aquele travo amargo característico dos chocolate negro, são bastante agradáveis e deliciosos.

Cute Tororin Parfait DIY


E é chegado o momento de vos mostrar o DIY que vinha na minha caixinha. Trata-se portanto de um parfait com molho de morango. Faz-se em cerca de 10-15 minutos, leva 100 ML de leite e o conteúdo da saqueta azul que vai ao frigorífico por 5-10 minutos para permitir a semi-solidificação do parfait, quando retiramos colocamos o nosso molho, a goma que também no disponibilizam na saqueta e podemos acrescentar fruta a gosto.
O parfait tem uma textura semelhante ao PanaCotta e é bastante doce, no entanto, a calda de morango corta um pouco o excesso de açúcar e faz com que tenhamos uma experiência bastante agradável. no entanto, teria gostado mais que a calda se fossem entranhando por todo o parfait.
Gostei, recomendo e espero que um dia me venham cá contar o que acharam :p

Legend of Zelda Figures

Para finalizar vou só mostrar-vos o item extra deste mês :) Trata-se de uma figurinha do Legend of Zelda pequenina semelhante às que encontramos nos ovos kinder. Saiu-me o Link e já está a reinar na prateleira da minha prima que não conseguiu resistir à sua fofura. Há que salientar que apesar do seu tamanho (miniatura) esta figura se encontra muito pormenorizada e bastante fiel à personagem adorada pelos apaixonados por este video jogo.



Em suma, adorei a experiência e apesar de algumas desilusões posso-vos dizer que vale bem a pena a espera não só pela qualidade, mas pela oportunidade de conhecer (pelo estômago) uma cultura tão rica e adorada como a japonesa!

Beijinhos e até ao próximo post!

Opinião "Just Breathe- apenas respira" de Sílvia Rodrigues Pais - Chiado Editora

Boa tarde Novelitos!

Hoje é dia de Opinião!



Título Original: Just Breath - Apenas Respira
Autor: Sílvia Rodrigues Pais
Editora: Chiado Editora
Data de publicação: Julho de 2015
Número de páginas: 638
ISBN: 978-989-51-4403-7
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Romance

Sinopse

Emily Miller, uma rapariga doce, deixa família e amigos em Los Angeles e vai estudar para a Universidade de Yale. Conhece Liam Price, o típico bad boy dos tempos modernos, que vira a sua vida do avesso, obrigando-a a enfrentar os seus medos e a desenterrar fantasmas do passado. 
Nova cidade, novos amigos, novas aventuras e novos amores se avizinham. Esta é uma história de luta contra demónios, de conflitos interiores, de vinganças, vitórias e derrotas.Conseguirá Emily finalmente ser feliz?

Nada. Não sinto nada. Nem borboletas no estômago, nem arrepios, nada. Não senti nada tal como das outras vezes. Estou danificada. Não importa quantos rapazes eu beije, nunca vou sentir nada. Ele acabou comigo de vez. Ele tirou tudo de mim. – Emily Miller


 Sobre a autora:

 Sílvia Rodrigues Pais nasceu numa pequena cidade a norte de Portugal, Viana do Castelo. Teve uma infância normal, sem as loucas tecnologias, como qualquer outra criança da sua geração. Atualmente, mora no Reino Unido onde exerce enfermagem.
É enfermeira de profissão, e escritora por paixão. Descreve-se como uma sonhadora que possui um mundo à parte, uma realidade inventada, onde se refugia para sair da alienação do dia-a-dia.
Adora ler, adora cinema, adora escrever. As suas ideias são escritas sobre a forma de frases soltas que se encadeiam para dar lugar a um enredo.
É só uma rapariga normal com o sonho de levar a sua obra aos que a quiserem aceitar. 


Opinião

Iniciei Dezembro com o final desta obra e posso dizer que, apesar de uma ou outra chatice com a escrita e personagens, este livro se revelou uma agradável surpresa.
Aparentemente o livro pode parecer extenso e assustar um pouco porque se trata de uma obra de 638 páginas, mas posso garantir-vos que nem vão dar pelas páginas passar, a escrita é tão simples e leve que se consegue ler quase de uma vez.
Gostaria de chamar a atenção para dois pontos importantes: em primeiro lugar o livro está carregadinho de gralhas, pequenas omissões de letras ou acrescentos que tornam a palavra estranha, mas ainda assim não se pode considerar um erro ortográfico, gostariam ainda de acrescentar que o livro segue o novo acordo ortográfico, por isso, é comum encontrarmos palavras como "para!" em vez e "pára!", não se assustem , a autora não se enganou é mesmo assim; em segundo lugar gostaria de falar um pouco sobre o cliché da história. Sim, a história segue a típica linha de romance em universidade/escola, mas sinceramente não foi um ponto que me incomodasse de todo, até porque alguns dos meus livros favoritos (escritos por autores estrangeiros) seguem este mesmo caminho a nível de personagens e sua personalidade e a nível de desenvolvimento da narrativa, por isso, não posso penalizar a autora por se apropriar de uma ideia mais que utilizada porque afinal houve alguém a ter a ideia, mas agora outros podem escolhe-la e desenvolvê-la como quiserem e esta foi bem desenvolvida dentro das suas limitações.
A história não é, de todo, surpreendente e conseguimos em alguns momento adivinhar o próximo passo ou momento, afinal já estamos mecanicamente preparados para o fazer porque, como referi acima estamos cansados de ler o mesmo molde, mas torna-se numa história familiar e de fácil empatia.
Relativamente aos personagens tive alguns problemas com a nova melhor amiga da protagonista, simplesmente me irritava aquela personalidade festeira e de cabeça no ar que tinha, não sei, não lhe conseguia atribuir uma forma agradável aos meus olhos e talvez por isso se tenha tornado na personagem que menos gostei durante a trama. Em relação a Liam acho que claramente segue o molde de típico badboy que se mostra de uma forma no inicio e depois se vai adaptando ou desvendando a sua real natureza. A nossa protagonista tem falta de confiança  e acima de tudo teve momentos na sua personalidade que me deram vontade de a passar à frente porque não era capaz de tomar uma decisão ou de aproveitar o momento porque estava constantemente atracada ao passado que a assombrava.
Em suma, apesar do cliché, das gralhas e da constante presença de personagens irritantes, "Just Breathe" é o livro ideal para largar a típica ressaca literária, porque é uma narrativa leve, divertida e com um romance subtil que vai crescendo ao longo de cada capitulo em vez de cair em enxurrada directamente no inicio do livro, ou seja, o leitor tem acesso a todo o amadurecimento e infantilidade tipicamente associados a este género de romance.


Opinião de Manga - Ao Haru Ride ( Aoharaido) de Io Sakisaka volumes 1 a 4

Boa tarde Novelitos!

Há cerca de um mês  adquiri alguns volumes do manga Ao Haru Ride da mangaka Io Sakisaka. Contrariamente ao que possam pensar, este não é o meu primeiro contacto com esta autora/ilustradora nem com o manga em questão, no entanto, esta edição brasileira está ainda mais bonita que a original no que toca à apresentação/tamanho dos volumes.
Como poderão ver nas imagens abaixo estas edições são ligeiramente maiores que as japonesas/inglesas e as suas lombadas são muito mais bonitas (na minha opinião).



Io Sakisaka cujo trabalho nos maravilha simplesmente por estarmos a olhar para as imagens, atrevo-me mesmo a dizer que conseguiríamos quase adivinhar os diálogos a partir das mesmas. Há um cuidado por parte da autora em marcar bem as expressões de cada personagem, bem como a distribuição espacial e as interacções entre os diferentes personagens.
Ao longo dos volumes de Ao haru ride vamos conhecendo a história de Futaba e Kou que vão tropeçando um no outro em diferentes momentos da sua adolescência.
Achei interessante que a autora tivesse mostrado as alterações de personalidade, crescimento e maturação de cada um destes personagens que ao longo dos volumes se vão questionando sobre a forma como se devem sentir em relação um ao outro e ao que os rodeia.
Gostaria ainda de frisar que apesar deste manga se debruçar sobre os típicos dramas da adolescência e as suas consequências, não deixa de ser divertido e de proporcionar momentos de um certo conforto ao leitor. As emoções das personagens estão tão bem construídas que é impossível o leitor não criar uma relação de proximidade com todas, sendo elas as principais, favoritas ou até mesmo as que menos se gosta.
Volumes:

Relativamente ao 1º volume deste manga, há que dizer que se trata da introdução da história, desde a analepse até ao momento presente, nele temos a apresentação de quase todas as personagens, sendo que algumas estão apenas referidas ou comentadas pelo ponto de vista da Futaba que é a nossa narradora.
A minha edição vinha com um marcador que faz publicidade à publicação do manga de um lado e do outro mostra a lombada de cada volume.

No 2º volume preocupamo-nos mais em seguir a evolução do conceito amizade verdadeira versus amizade por conveniência. Quem já leu o manga entenderá o que quis dizer. Há um grande foco na aprendizagem de lições afetivas muitas vezes despoletada por coincidências, rumores ou uma abordagem mais rispida de personagem para personagem. Este volume deixa um pouco de lado o romance Futaba/Kou e deixa-nos vislumbrar um pouco das outras personagens secundárias que auxiliam e problematizam a relação de ambos como a Yuuri , a Murao, o Kominato e o irmão de Kou.
Ao longos dos dois volumes seguintes vamos sendo bombardeados com as constantes inseguranças da nossa protagonista em relação a tudo o que se passa na sua vida, nas suas relações e na sua rotina, acabando por entrar definitivamente no enredo da história e em todo aquele ambiente que Io Sakisaka nos vai apresentando a cada virar de página.
E sim novelitos, Ao haru ride segue quase todos os clichés que poderão espera encontrar num shoujo manga, mas a isso eu só tenho a dizer : " A ideia primordial alguém a teve, mas o importante é que cada autor/a que venha depois seja capaz de a desenvolver, dar-lhe forma e atribuir-lhe significado". Visto que Ao haru ride entra nesse grupo de cliché com sentido e bem desenvolvido, desculpem, mas vou afirmar-me uma viciada (saudável) nesta maravilhosa história de amor, amizade, auto conhecimento, drama e alguma palhaçada, afinal o que seria da vida sem uma pitada disto e daquilo? 

Personagens:

Poderia estar aqui a apresentar-vos todas as personagens, mas opto neste momento por transmitir-vos o que senti quando me confrontei com a sua presença e a sua movimentação ao longo da história.
A nossa protagonista Yoshioka Futaba  cria em mim um sentimento de incerteza, isto é, gosto bastante da sua presença e da sua personalidade porque se estivesse a ler o manga com 15-16 anos provavelmente me identificaria, em certos pontos, com ela, no entanto, acho que lhe falta uma certa noção de assertividade que lhe faz falta quando precisa de delinear o que precisa do que realmente é proveitoso e bom para si mesma, isto é, há uma constante procura para agradar ou desagradar porque simplesmente se quer integrar a todo o custo num grupo, penso que nos primeiros capítulos ela se encontra completamente desorientada porque está a adoptar uma postura que não é, de todo, a que gostaria ou naturalmente teria.
Contrariamente a algumas personagens quase figurantes e a muitas pessoas da blogoesfera e "otakuesfera" que pensam que a Makita Yuuri é uma personagem chatinha, falsa e que só está lá para empatar, eu considero-a uma personagem secundária bastante importante, não posso revelar concretamente o porquê desta minha afirmação, caso contrário estaria a dar um valente spoiler, mas posso dizer-vos que se calhar se ela fosse de outra forma não teríamos uma evolução tão drástica na personalidade da protagonista, afinal foi preciso a aparição e aproximação desta personagem para que a Futaba não tomasse por garantida a resolução do seu problema relacional e de comunicação com o Kou. Gosto bastante do paralelismo que existe entre a Yuuri e todos os outros estudantes, principalmente dentro da mesquinhice que pode ser uma turma de secundário semelhante às dos nosso dias.
A Shuko Murao pode ser a representação oposta da Futaba, aquela estudante que até é capaz de nos assustar porque anda sempre calada, fechada no seu mundo e constantemente sozinha, no entanto, acho interessante a aprendizagem que ela vai fazendo ao longo dos volumes que li, principalmente no que toca ao significado de amigo e de confiança entre pares, isto é, há uma evolução da socialização entre ela e os restantes personagens mantendo à margem e em segredo a sua paixão.
Aya Kominato é sem dúvida a personagem mais estranha, extrovertida e divertida de toda a história, tenho a sensação que o consigo ouvir a gritar eufórico de cada vez que o vejo retratado nesse tipo de acção, é o típico colega que quando chega faz questão de marcar a sua chegada, atrevo-me mesmo a pensar que a autora o construiu e passou para o papel para ter uma função balanceadora entre o drama e a comédia atribuindo a este shoujo uma estrutura mais dinâmica.
Deixei o Tanaka Kou para o fim de propósito, não só por ser o meu personagem favorito, mas também por marcar a sua posição de protagonista de uma forma ativa, isto é, este personagem gere intencionalmente a vida e o rumo da história a partir de si mesmo. Este personagem dá-me a sensação de que a sua transformação foi construída para puxar pelas emoções mais profundas de cada um dos outros intervenientes. Muita gente queixa-se que ele é quase bipolar, inclusive a protagonista, no entanto, eu gosto de o ver como alguém que se mascara para não se dar a conhecer, inclusive acho que se esforça tanto para provar que não é o mesmo que o seu subconsciente o leva a agir contrariamente ao que afirma e profetiza.
No fundo é preciso salientar que de um conjunto de pessoas tão diferentes e com tanto para aprender uns com os outros só poderiam sair duas coisas, um autêntico circo para deleite e diversão do leitor ou um exemplo perfeito de construção de amizades improváveis que se vão deixando complementar pelas adversidades e vitórias que vão alcançando.
Deixo-vos aqui uma imagem do anime que também está retratada no manga que ilustra bem o que acima referi:

Exemplos de páginas dos diferentes volumes (nota: as imagens não pertencem aos mesmos volumes apesar de estarem agrupadas 2 as 2):

Para não vos aborrecer muito fiz uma pequena montagem de algumas das páginas/momentos que mais gostei destes primeiros 4 volumes.


Como podem reparar a linha desta mangaka é extremamente limpa e o cuidado que tem em marcar as emoções nos rostos e movimentos de cada personagem é extrema. Gosto bastante deste estilo de ilustração e, pelo que li nas notinhas deixadas pela autora é dos que mais trabalho dá por causa do jogo de cores e tonalidades com o brilho que é pretendido para, por exemplo, criar o efeito que podem observar no cabelo do Kou. Ainda que o texto esteja claramente em Português do Brasil não tenho qualquer dificuldade em seguir a história ou sentido desconforto com o idioma.

Considerações Finais:

Após a releitura destes primeiros volumes posso dizer que Ao haru ride é um manga para qualquer idade e não se perde nada em dar-lhe uma oportunidade porque se aproxima muito de uma realidade que vivemos ou poderemos vir a viver (caso ainda não tenhamos passado por esta fase da parvalheira). A transmissão de valores e a constante preocupação em atribuir a todas situações um significado, solução ou reflexão permite uma visão global e mais introspectiva para o leitor porque o obriga a relembrar-se do seu passado ou a preparar-se para o futuro que se avizinha, afinal a articulação da realidade com a ficção permite-nos sempre ver de fora o que não conseguimos ver quando a situação se passa connosco.
Recomendo a 100% a leitura deste manga e a visualização do anime (se bem que o anime não me convenceu muito, mas se um dia quiserem também me posso debruçar sobre esse conteúdo noutro post) porque vão ter vontade de chorar, rir e de entrar para a vinheta só para ter o gosto de sentir na pele aquelas boas vibrações ou dar um valente par de estalos para que certos personagens acordem para a vida e deixem de empatar a história!
Mal posso esperar para ler o 5º volume, enquanto não o consigo parece-me que vou alinhar numa revisão do anime ou quiçá debruçar-me sobre outro manga desta autora.

Para finalizar vou deixar-vos aqui o poster e o video da opening do anime se tiverem curiosidade de ir espreitar :)



Ao haru ride
13 episódios






Até ao próximo post :p Boas leituras! Beijinho