27 de Novembro 2013 00:25

*Fictício*

Do alto da tua amargura pelo antro de melgas que Te rodeia, eu consigo ver-Te quebrar enquanto imploras pelo meu toque, frívolo e áspero, estás a engolir em seco, sentes a culpa, atreves-Te a fazer-me frente mesmo depois de estares completamente arranhado, esventrado e rebentado, quem pensas que és?
Ainda há muito de mim em Ti, escrevinhado entre as linhas marcadas na pele pelos teus ossos, consegues ouvir-me dentro dessa nova redoma? Certamente não o conseguirás fazer, os teus olhos estão a perder-se por entre o embaciar do vidro, estás perdido, eu fiz-te perder o melhor de Ti, o melhor de mim e o melhor de nós, estás sedento de mudança, deambulando pelo espaço diminuto onde habita a tua alma, apetece-te sair?

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