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Não me esqueci de Ti, olho por fora do que sinto e reescrevo a mesma história. Posso senti-lo a sair pelas pontas dos meus dedos, vem de dentro, vai ao coração e volta a sangrar pelas minhas palavras incertas e isentas de qualquer reequilíbrio emotivo.
Começa a transparecer com o embaciar da vidraça, com a ausência da necessidade de esvaziar a alma enquanto escrevo, pinto ou reencontro as minhas falhas.
Perdi mais que uma batalha, mas não quero perder a guerra, ainda que pareça demasiado moribunda para deixar brilhar e resplandecer o meu interior, a drenagem está a levar-me, aos poucos com mais pontos do que imaginava conseguir suportar.
É engraçado rir de mim mesma, mesmo quando me apetece exprimir-me através do deslizar de uma lágrima até ao queixo e aquele sabor salgado me amargura, me sufoca e me faz questionar o que sinto ou vivi.
Se sei que levaram um pedaço de mim, não sei se o fizeram por um proveito egoísta ou de partilha porque valia a pena ser distribuído por um Mundo, o mundo deles, as trevas residentes da minha imposta ausência.
Há tanto por dizer, viver...e tão pouco tempo para o fazer enquanto me deixo abraçar por este sopro de ar rarefeito que me retira a capacidade de agir.
Hoje não sinto, o corpo ficou lá, no passado, naquela gravura de lembrança que aconchegou o meu mau feitio e a minha devoção a uma passagem que não volta.
Olha para dentro, hoje podes olhar, aproveita a ausência da barreira que me emudece o coração, abro as cortinas para que sirvas de espectador enquanto a peça recomeça, mais uma vez....e outra talvez. 



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