Este sopro que apaga a vida em mim
Conta a história de uma alma encarcerada
Uma alma perdida
Esquecida
Amarrotada pelo tempo.

Um vazio que se enche da solidão
Uma fraqueza que me faz tudo transformar
Uma matéria modelar que se começa a degradar
Um respingar que rapidamente se evapora.

Esta fome de quer atormenta a minha respiração
Enfraquece a minha voz
Rompe o meu corpo
Deixando-me assim, escarnecida.

O exagero apaga a réstia de sanidade
Esta loucura que me abarca, dói
Uma dor aguda, que ensurdece
E suga toda e qualquer vida que ameace pisar a linha.

Sinto-me meramente ancorada
Sem rei nem rumo
Afastada de tudo e todos
Sozinha e sem vontade para me preocupar.

Existe ainda um zumbido
É irritante
Começa a dar vontade de matar o bichinho
Assassina? Talvez…

Uma psicopatia que invade as minhas mãos
Um sangrar interior que chama por um saciar quase desumano
Um jorrar de vontades e ações que encantam a minha maldade
Um querer de não querer que rejuvenesce a cada quebra.

Um entorpecer retorcido que me faz perder a razão
Razão essa que se alabirinta na mente
Afrouxa-me, faz-me ter medo e desejos que temo não conseguir controlar
Esta sou Eu, num estado pseudo ambulatório
Um zombie bem vivo, um sopro de vida parcialmente extinto
Uma maldade fria, agoniante e sem limites mentalmente compreensíveis.

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